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Estudo dos componentes biogênicos do leite de búfala probiótico fermentado na modulação da resposta imune inata e adaptativa em superfície de mucosas

Processo: 16/18237-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2017 - 30 de abril de 2019
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Tecnologia de Alimentos
Pesquisador responsável:Cristina Stewart Bittencourt Bogsan
Beneficiário:Cristina Stewart Bittencourt Bogsan
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Leite fermentado  Probióticos  Imunomodulação  MicroRNAs  Citocinas  Linfócitos B  Bifidobacterium 

Resumo

O desenvolvimento de leites fermentados probióticos com alegação funcional de imunomodulação está diretamente relacionado ao processo tecnológico empregado, matriz alimentar e bactéria probiótica utilizada. O mecanismo de ação pelo qual ocorre a modulação do sistema imune, assim como as interferência matriz-mucosa, matriz-probiótico e probiótico-mucosa do produto desenvolvido ainda não está claro. O leite bubalino é relativamente diferente do leite bovino apresentando variações consideráveis nos teores de proteína, gordura e lactose, assim como nos componentes biogênicos com propriedades antioxidantes, citomodulatórias e a composição de miRNAs extracelulares de potencial interesse à saúde humana. O intestino é composto por numerosas barreiras aos microrganismos: a barreira física compreende o muco e a camada de células epiteliais, a barreira imune inata compreende macrófagos, células NK, dendríticas e polimorfonucleares, e a barreira imune específica formada pelas células B e T. Apesar destas barreiras, o intestino apresenta um equilíbrio entre bactérias comensais e patogênicas. O presente projeto tem como objetivo geral estudar o mecanismo de ação pelos quais os leites fermentados probióticos, desenvolvidos em matriz alimentar bubalina, exercem seu efeito imunomodulador, por meio da avaliação do seu impacto sobre a expressão e secreção de citocinas pró-inflamatórias (IFN-, IL-17, IL-22) e anti-inflamatórias (IL-4, IL-10) e o perfil imune celular pela análise de células B, T, macrófagos e células dendríticas na mucosa intestinal, além de analisar a modificação do perfil de miRNAs, ácidos graxos e demais peptídeos bioativos imunogênicos gerada pelo processo de fermentação da matriz alimentar. Apesar de estar claro que o perfil de células imunes está diretamente relacionado ao processo tecnológico e matriz alimentar empregados no desenvolvimento do produto probiótico administrado, assim como um dos mecanismos de ação desta ativação esta relacionada aos componentes biogênicos produzidos, acredita-se que a diferenciação dos tipos celulares da imunidade celular possa estar relacionada também à atividade dos miRNAs presentes nos exossomos da matriz láctea. Poucos estudos sobre o efeito imunomodulador destes produtos foram desenvolvidos, necessitando melhor investigação. (AU)