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Estudo morfométrico comparando três alternativas de reconstrução da via de efluxo venoso do enxerto no método piggyback de transplante de fígado

Processo: 16/25309-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2017 - 30 de abril de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Paulo Celso Bosco Massarollo
Beneficiário:Paulo Celso Bosco Massarollo
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Alfredo Luiz Jacomo ; Ernesto Sasaki Imakuma ; Fabricio Ferreira Coelho ; George Felipe Bezerra Darce
Assunto(s):Veias hepáticas  Cadáver  Veia cava inferior  Transplante de fígado  Estudo comparativo  Anatomia 

Resumo

No método piggyback de transplante de fígado (Tx) a veia cava inferior (VCI) do receptor é preservada, o que permite a eliminação de alguns dos inconvenientes do transplante dito "convencional", como a necessidade de pinçamento completo da VCI do receptor e do uso de desvios veno-venosos para contornar as alterações hemodinâmicas decorrentes desta manobra. Por outro lado, embora o pinçamento da VCI seja apenas lateral no Tx piggyback, existe uma constricção do vaso de grau variável conforme o tipo de reconstrução venosa empregado. A reconstrução do efluxo venoso no Tx piggyback pode se dar por diversas alternativas de anastomose entre a porção cranial da VCI do enxerto e a VCI do receptor: utilizando diferentes combinações dos óstios das veias hepáticas do receptor (direita, média e esquerda - DME; média e esquerda - ME; ou direita e média - DM) ou de forma latero-lateral (LL). Não só as alterações hemodinâmicas durante a fase anepática do Tx, mas também a freqüência de bloqueio de efluxo hepático, estão relacionadas com o tipo de reconstrução empregado. Na ME, obtêm-se constricção mínima da VCI durante a confecção da anastomose, porém, existe uma maior freqüência de bloqueio de efluxo venoso (até 25%), devido a um óstio de tamanho limitado e a um eixo de orientação desfavorável, que favorece a torção do vaso. Por outro lado, anastomoses com maior diâmetro, como a LL e a DME, tem menor incidência de bloqueio de efluxo (<1%), porém cursam com queda significativa do débito cardíaco (DC) e aumento da resistência vascular periférica (RVP) durante o pinçamento parcial da VCI para sua confecção. Alternativa de reconstrução empregada mais raramente é a DM. Teoricamente, esta técnica poderia reunir as vantagens dos outros métodos: limitar a constricção da VCI durante o pinçamento para confecção da anastomose; obter uma via de efluxo sem restrições de diâmetro em relação ao calibre da VCI do enxerto, tanto no sítio da anastomose como na desembocadura na VCI do receptor; além de manter um posicionamento mais favorável da anastomose diminuindo a chance de torção. A confirmação dessas supostas vantagens anatômicas pode fornecer substrato para utilização mais freqüente desse tipo de reconstrução no TX piggyback.A proposta do presente trabalho é comparar, em cadáveres frescos, o grau de redução da luz da VCI determinada pelo pinçamento realizado ao se utilizar as modalidades reconstruções ME, DME e DM para reconstrução de efluxo venoso no Tx piggyback. (AU)