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Avaliação da viabilidade do modelo de pele humana ex vivo (hOSEC) e sua aplicação em estudos de eficácia de protetores solares a longo prazo no fotoenvelhecimento

Processo: 16/16437-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2017 - 30 de abril de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Marco Andrey Cipriani Frade
Beneficiário:Marco Andrey Cipriani Frade
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesq. associados:Alceu Afonso Jordão Junior ; Maria José Vieira Fonseca
Assunto(s):Dermatologia  Protetores solares  Resultado do tratamento  Raios ultravioleta  Envelhecimento da pele 

Resumo

A incidência mundial de câncer de pele cresce a cada ano e a radiação ultravioleta (UV) é o principal fator de risco. No Brasil, aproximadamente 30% dos casos de câncer correspondem ao câncer de pele. Entre as estratégias de prevenção, o uso de protetores solares de amplo espectro é fortemente recomendado por organizações de saúde e comunidade científica. As agências reguladoras exigem que as formulações fotoprotetoras tenham sua eficácia e segurança comprovadas por testes in vitro ou in vivo cada vez mais rigorosos. A eficácia é comprovada, principalmente, por testes em humanos, cujos valores de fotoproteção FPS e PPD são determinados na fase de desenvolvimento. Esses testes consistem em aplicação única dos produtos e avaliam o potencial fotoprotetor após exposição aguda da pele à radiação UV. No entanto, a avaliação da eficácia e, até mesmo, da segurança deveriam ser realizadas em modelo de exposição crônica empregando múltiplas aplicações do produto, mimetizando o seu uso pelo consumidor. Contudo, os testes in vivo (humanos e animais) existentes não poderiam ser utilizados para esse tipo de avaliação. Devido à falta de modelos crônicos in vivo, este projeto visa a implementação e aplicação do modelo alternativo de cultura de explante organotípico de pele humana ex vivo (hOSEC) para avaliar a eficácia de protetores solares contra os efeitos da exposição crônica da pele à radiação UV, associada à múltiplas aplicações de fotoprotetores. Os modelos hOSEC serão divididos em grupos: 1) não expostos à radiação UV e sem tratamento com protetores solares (controle da viabilidade da pele); 2) expostos à radiação UV diariamente sem a presença de fotoprotetores (controle negativo); 3) expostos à radiação UV e tratados diariamente com as formulações placebos (controle do veículo) e 4) expostos à radiação UV e tratados diariamente com o protetor solar FPS-50 (controle positivo). Todos os grupos serão cultivados por 30 dias e analisados nos tempos 0, 7, 15 e 30 dias. Inicialmente, o grupo 1 será avaliado quanto a viabilidade a longo prazo: i) estrutural e proliferativa - por meio de análises histológicas, imunoistoquímicas das citoqueratinas 5, 6 e 10 e do anticorpo Ki-67 e por quantificação dos CPDs e, ii) bioquímica - pela medida da atividade das enzimas antioxidantes, quantificação dos antioxidantes não enzimáticos e avaliação da organização das fibras de colágeno e elastina. Após confirmação da viabilidade do modelo hOSEC (grupo 1), as peles do grupo 2 serão expostas a diferentes doses de radiação UV e analisadas por ensaios de viabilidade celular (MTT) e de peroxidação lipídica, para definir a dose diária aplicada sobre a pele. Os demais grupos, protegidos por formulações placebo e protetores solares, serão avaliados quanto aos efeitos induzidos pela exposição crônica à radiação UV através. Isso ocorrerá pela determinação dos danos oxidativos (TBARS, hidroperóxidos e proteínas oxidadas). Serão quantificadas também as enzimas antioxidantes por Western Blotting e por métodos espectrofotométricos e os antioxidantes não enzimáticos. Os colágenos I e III da derme serão determinados por imunofluorescência. As enzimas metaloproteinases de 1 e 9 serão quantificadas por Western Blotting e zimografia tradicional. Em adição, a determinação da espessura da epiderme/derme e a organização das fibras colágenas e elásticas serão realizadas por técnicas histológicas e análises de imagens. O presente projeto poderá contribuir para ampliar os conhecimentos relacionados a estabilidade estrutural e funcional do modelo hOSEC em cultivo e, consequentemente, aumentará a sua aplicação em estudos in vitro com alta confiabilidade. Além disso, parâmetros biológicos que melhor refletirem o fotoenvelhecimento poderão ser usados para avaliar a eficácia fotoprotetora in vitro de protetores solares e outros produtos comerciais. (AU)