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Mashinamu na Uhuru: produção de arte makonde e história política de Moçambique (1950-1974)

Processo: 17/02449-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de junho de 2017 - 31 de maio de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História
Pesquisador responsável:Maria Cristina Cortez Wissenbach
Beneficiário:Maria Cristina Cortez Wissenbach
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Moçambique  História da África  Escultura  História política 

Resumo

O presente livro tem como eixo central as conexões entre a produção de esculturas em madeira, conhecidas como mashinamu ou "arte makonde", e a história de Moçambique, pelo viés da atuação política e artística da população makonde deste país, entre 1950 e 1974. O recorte temporal abrange duas fases com marcas significativas nas dinâmicas sociais do referido grupo. A primeira de 1950 a 1959, pela valorização da arte makonde no mercado internacional da arte africana, pelo aumento do fluxo migratório para o Tanganyika, e pela formação de organizações de ajuda mútua e políticas lá instaladas. A segunda, de 1959 a 1974, pelos novos significados da arte makonde na luta pela independência de Moçambique e pelo projeto de consolidação de uma nacionalidade moçambicana. No intuito de compreender a referida produção artística em diálogo com a história política de Moçambique, o estudo elucidou, dentre outros aspectos, os sentidos dessa produção em diferentes contextos políticos e sociais e o papel da população makonde no processo de independência de Moçambique. A pesquisa se debruçou sobre fontes escritas constituídas por publicações e documentos do período colonial e sobre fontes orais, formadas, especialmente, por entrevistas realizadas com escultores atuantes nas esferas política e artística no período colonial. (AU)