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Zika Vírus e outros vírus causadores de síndromes neurológicas em pacientes atendidos no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas. estudo de coorte prospectivo

Processo: 16/17031-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2017 - 30 de novembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Sandra Helena Alves Bonon
Beneficiário:Sandra Helena Alves Bonon
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados:Célia Regina Garlipp ; Sandra Cecília Botelho Costa
Bolsa(s) vinculada(s):19/08006-4 - Zika vírus e outros vírus causadores de síndromes neurológicas em pacientes atendidos no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas: estudo de coorte prospectivo, BP.TT
18/20891-0 - Zika Vírus e outros vírus causadores de síndromes neurológicas em pacientes atendidos no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas: estudo de coorte prospectivo, BP.TT
17/22207-7 - Zika vírus e outros vírus causadores de síndromes neurológicas em pacientes atendidos no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas: estudo de coorte prospectivo, BP.TT
17/11655-9 - Zika Vírus e outros vírus causadores de síndromes neurológicas em pacientes atendidos no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas. estudo de coorte prospectivo, BP.TT
Assunto(s):Técnicas de diagnóstico molecular  Vírus Zika  Arbovirus 

Resumo

As infecções agudas do sistema nervoso são uma emergência médica e a maioria é causada por vírus. Dentre estes, os mais importantes são os herpesvírus humano, os enterovírus e os arbovírus. A Febre do vírus Zika é uma doença causada por um vírus do gênero Flavivirus, família Flaviviridae, transmitida, principalmente, pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. A circulação do vírus no Brasil foi confirmada laboratorialmente em abril de 2015, em amostras de pacientes do município de Camaçari, Bahia. Em maio foram confirmados casos por laboratório em Natal/RN, Sumaré e Campinas/SP, Maceió/AL e Belém/PA. Da introdução do vírus no estado de São Paulo a março de 2016, o Instituto Adolfo Lutz confirmou aproximadamente 162 casos positivos para Zika, por RT-PCR. Dentre os casos confirmados laboratorialmente, 136 são casos autóctones, distribuídos em 24 municípios, e 26 casos importados. Considerando que a febre do vírus Zika é uma doença emergente no Brasil com ocorrência de óbitos pelo agravo, aumento dos casos de microcefalia e de manifestações neurológicas, sendo estas possivelmente associadas à ocorrência da doença. Em relação à meningite, a situação epidemiológica observada nos últimos três anos no estado de São Paulo revelou uma incidência de 59,1% de casos de etiologia viral, sem identificação do agente etiológico. Sendo assim, o objetivo principal deste estudo será identificar agentes virais que causam infecção no sistema nervoso em pacientes atendidos no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas com quadros agudos de síndromes neurológicas que realizaram punção lombar para realização dos exames diagnósticos bioquímicos. Uma alíquota desta amostra será enviada ao Laboratório de Virologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, para execução dos exames de biologia molecular de diagnóstico viral complementares. As coletas destas alíquotas serão realizadas durante o período de um ano após o início do projeto. Testes de PCR, RT-PCR e qPCR serão realizados para identificação do genoma dos agentes virais. Trata-se do primeiro estudo para detecção e monitoramento de infeções virais no sistema nervoso que revela a informações a respeito do correto agente etiológico viral causador das síndromes neurológicas, dada a importância desta abordagem para o manejo apropriado dos pacientes afetados pela doença e para o planejamento das políticas públicas de saúde na região de Campinas/SP. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
TT-3 em Biologia Molecular na Unicamp com Bolsa da FAPESP 
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