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Xxxiii semana de história "pensando os cem anos da revolução russa"

Resumo

Filha da Grande Guerra que aprofundou as contradições da sociedade russa, a Revolução de Outubro de 1917 deu origem à URSS e introduziu um "corpo estranho" no mundo capitalista, o comunismo, que, após a Segunda Guerra Mundial, já governava parte significativa da população do globo. No chamado "Terceiro Mundo", o sistema soviético apresentou-se como modelo de autonomia econômica para países que buscavam sua independência perante as antigas metrópoles. Até mesmo durante a Grande Depressão da década de 1930, o planejamento estatal soviético foi acalentado como saída para a profunda crise que afligia os países capitalistas.De contemporâneos ao Outubro até os dias de hoje, passando por conservadores, liberais ou marxistas, estudos abordaram a insurreição em diversos aspectos: sua origem, a construção da URSS e do comunismo, o stalinismo, seu legado, a Guerra Fria, as causas de sua desintegração. O aproximar-se do centenário da Revolução Russa traz consigo a expectativa de trabalhos inovadores que fomentem o debate. Será um revisionismo nos moldes do bicentenário da Revolução Francesa? Uma análise menos passional da revolução? Uma nova perspectiva para a esquerda internacional? Enfim, o ano de 2017 talvez possa responder a essas e outras inquietações.Parte significativa da historiografia considera que a Revolução Russa e a constituição da URSS modificaram a face do mundo e imprimiram uma marca no período que só terminou com o desaparecimento dos seus resultados como alternativa ao capitalismo. Seguindo esses caminhos, a proposta da XXXIII Semana de História da UNESP/Assis é debater o processo revolucionário de 1917, enfocando principalmente o seu legado e a desintegração do socialismo soviético. Fica, portanto, o desafio lançado aos especialistas convidados que se integrarão à comunidade acadêmica docente e discente da UNESP para pensar os cem anos da Revolução Russa. (AU)