Busca avançada
Ano de início
Entree

Interações e processos vinculares do bebê a partir do ingresso na creche, em sete países/culturas: Brasil, Finlândia, Escócia, Austrália, Samoa, Nova Zelândia e EUA

Processo: 16/24717-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2017 - 31 de maio de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia do Desenvolvimento Humano
Pesquisador responsável:Katia de Souza Amorim
Beneficiário:Katia de Souza Amorim
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Educação infantil  Bebês  Creches  Relações interpessoais 

Resumo

O presente projeto é um desdobramento de linha de investigação sobre o estudo do bebê e de sua participação em contextos de educação infantil coletiva, agora com ampliação de casos e maior internacionalização da investigação. Essa linha se iniciou com o mestrado (FAPESP), que estudou processos de mediação na adaptação de bebês à creche (Amorim, 1997). Ele foi concluído com outras questões que levaram a dois projetos: 1) doutorado (Concretização de discursos e práticas histórico-sociais, em situação de frequência de bebês na creche) (Amorim, 2002); e, 2) pós-doutorado (O bebê, o corpo e o signo). Ambos apoiados pela FAPESP, analisaram aspectos culturais e da corporeidade no desenvolvimento no primeiro ano de vida, particularmente na situação de ingresso e frequência de bebês na creche.Essa linha se ampliou buscando investigar expressividade emocional, comunicação, linguagem, desenvolvimento motor e interação (incluindo-se bebê-bebê). Tais estudos foram conduzidos através de vários alunos de graduação e pós, em auxílios regulares FAPESP (Corporeidade e significação em processos desenvolvimentais, no primeiro ano de vida (2006-2008); Linguagem, comunicação e significação em processos desenvolvimentais, nos dois primeiros anos de vida (2010-2012); e, Interação, vínculo e apego em relações e contextos diversos, envolvendo bebês e crianças pequenas (2014-2016)), todos sob minha coordenação. Esse material foi reanalisado resultando na minha tese de livre-docência, Linguagem, comunicação e significação em bebês (Amorim, 2013). Com a meta de aprofundar o conhecimento sobre diversos elementos ligados a essa faixa etária, novos estudos buscaram apreender habilidades afetivas das crianças (projeto recém-encerrado FAPESP e projeto BPq CNPq, em vigência), as capacidades perceptuais e da ordem da corporeidade que contribuem para constituir os processos desenvolvimentais, sempre considerando as vivências do bebê em contextos distintos (como a saída da casa para começar a frequentar uma creche). Na construção desse conhecimento, cujo contexto envolve parceiros relacionais diversos (além da mãe e familiares), reiteradamente tem emergido uma série de questões. Interroga-se, assim, como se dão as relações dos bebês com as famílias de origem e as pessoas da instituição; e, como se poderia considerar a ligação afetiva (tradicionalmente denominada de apego), nesses processos em que a criança passa a frequentar a creche nos primeiros meses de vida? Se daria a construção de vínculos com pessoas não familiares como as educadoras e funcionárias das creches? Essas educadoras corresponderiam a figuras de apego? Ainda, o que representariam as relações com os pares de idade?Integrado a isso e na base de todas as perguntas, demarcando a análise dos processos, destaca-se a cultura e os aspectos sócio-econômicos. Isso levou a buscar considerar tais processos em culturas diversas. Em um primeiro momento, conduziu-se a análise de processos de bebês e crianças pequenas frequentando creche em instituições de educação coletiva no Brasil e na Finlândia, através de um intercâmbio interinstitucional internacional com a Profa. Niina Rutanen (Universidade de Tampere, Finlândia) (Rutanen, Amorim, Colus & Piattoeva, 2013; Rutanen, Amorim & Costa, 2016).Essa questão agora se amplia e será sistematicamente estudada simultaneamente em sete diferentes países, através de um projeto que envolve as Universidades de Strathclyde (Escócia, Profa. Helen Marwick), Jyväskylä (Finlândia, Profa. Niina Rutanen), Auckland (Samoa, Profa. Meripa Toso), Monash (Austrália, Profa. Corine Rivaland), Arkansas (EUA, Profa. Jennifer K. Henk), Waikato (Nova Zelândia, Profa. Jayne White) e a Universidade de São Paulo (Brasil, Profa. Katia de Souza Amorim), através do projeto intitulado Infant's transition - Social and emotional experiences in the first year of transition from home to an early years setting for infants. (AU)

Mapa da distribuição dos acessos desta página
Para ver o sumário de acessos desta página, clique aqui.