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Influência da combinações entre repelentes de insetos e filtros solares em processos fotoinduzidos

Processo: 16/25851-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2017 - 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Análise Toxicológica
Pesquisador responsável:Lorena Rigo Gaspar Cordeiro
Beneficiário:Lorena Rigo Gaspar Cordeiro
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Cosmetologia  Repelentes de insetos  Fototoxicidade  Protetores solares  Métodos alternativos 

Resumo

A incidência de doenças transmitidas por mosquitos, tais como dengue, Zika e febre Chikungunya, tem aumentado nos últimos anos. Os repelentes de insetos, principalmente DEET e icaridina, são recomendados como medida de prevenção da transmissão dessas doenças e são considerados cosméticos no Brasil, embora sejam considerados biocidas na Europa e pesticidas nos EUA. Apesar de serem considerados seguros para uso, o uso dessas substâncias tem aumentado de forma expressiva devido aos surtos e epidemias dessas doenças. Combinado a isso, em países tropicais, há alta incidência de radiação UV, o que tem levado ao aumento do uso concomitante e da interação entre filtros solares e repelentes de insetos. Nesse sentido, torna-se urgente o estudo das interações entre repelentes e filtros solares para garantir a segurança da população. Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo avaliar a influência da combinação de repelentes de insetos e filtros solares em processos fotoinduzidos: fototoxicidade, sensibilização/ fotossensibilização cutânea e fotogenotoxicidade. Para isso, serão analisadas duas combinações de filtros solares, uma fotoestável e outra fotoinstável, as quais serão associadas com os repelentes de insetos DEET ou icaridina. Essas combinações serão submetidas à análise do espectro de absorção, seguido pelo ensaio de fototoxicidade 3T3 NRU, no qual fibroblastos serão expostos às combinações em estudo, seguido ou não de uma dose de 5 J/cm2 de radiação UVA, conforme protocolo OECD TG 432. A seguir, as combinações serão submetidas aos testes de fototoxicidade e de sensibilização e fotossensibilização cutânea em modelos de pele equivalente, os quais serão expostos às combinações em estudo, seguido ou não de exposição a 6 J/cm2 de radiação UVA. A viabilidade celular será avaliada por meio do corante vital MTT para o estudo de fototoxicidade e a razão entre a liberação de IL-18/viabilidade celular será usada nos estudos de sensibilização e fotossensibilização cutânea. Para os ensaios de fotogenotoxicidade, os queratinócitos e os modelos de pele serão expostos às combinações, seguido ou não de irradiação com 6 J/cm2 de UVA. Para o ensaio do cometa, será realizada a eletroforese e as lâminas serão examinadas por microscopia de fluorescência. Para o ensaio do micronúcleo, as células serão aplicadas em lâminas de vidro, coradas e examinadas em microscopia de fluorescência. Finalizando, gostaríamos de ressaltar a importância da realização de estudos que avaliem a interação entre repelentes e outras substâncias, tais como filtros solares, de modo a garantir o uso racional e seguro dessas substâncias pela população, bem como subsidiar as agências reguladoras para a tomada de decisão quanto à permissão do uso desses compostos em associação. (AU)