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Rem Koolhaas nas metrópoles delirantes -- entre a bigness e o big business

Processo: 17/02412-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de junho de 2017 - 31 de maio de 2018
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Celso Fernando Favaretto
Beneficiário:Celso Fernando Favaretto
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Arquitetura contemporânea  Metrópoles  Teoria da arquitetura 

Resumo

Ao longo de sua trajetória, as frentes de atuação do arquiteto Rem Koolhaas se multiplicam entre investigações urbanas, atividade projetual, ensino universitário, curadorias e, ainda, parcerias com o mundo da moda. Este trabalho pretende reconstituir marcos fundamentais da produção teórica e arquitetônica de Rem Koolhaas diante da chamada condição metropolitana, destacando deste percurso - entre o fim dos anos 1970 e a primeira década do século XXI - suas vigas mestras. Para tanto, são selecionadas noções-chave, teses recorrentes e projetos paradigmáticos, compreendendo-os na teia de relações sociais nas quais se inserem. No primeiro capítulo o foco incide nos estudos de Koolhaas sobre Nova York e, mais especificamente, na noção de "Cultura da Congestão" desenvolvida no manifesto retroativo por Manhattan. Ainda neste momento evidenciam-se os dois vetores que prevalecerão no modelo de ação forjado por Koolhaas, quais sejam, a estetização e a crítica. No segundo, as atenções se voltam à "Bigness" - a noção que se torna fio condutor desta dissertação - enquanto proposta arquitetônica e urbana que visa ao enfrentamento das condições dadas; e ainda para os projetos do Terminal em Zeebrudge, a Biblioteca de Paris e o Congrexpo de Lille. O terceiro capítulo analisa as objetivações diversas das ambivalências de Koolhaas, mapeando interfaces e retroalimentações entre a análise urbana na direção de estudos de pós-graduação na Harvard Design School, seus descaminhos com a grife Prada na mercantilização do cotidiano e, ainda, o projeto para a Pequim Olímpica. Por fim, argumenta-se que na ampliação das práticas de Koolhaas-OMA-AMO a técnica da colagem, enquanto deslocamento espacial e reinserção de elementos - sejam estes imagens, objetos ou proposições - noutros contextos, funciona para Koolhaas-OMA-AMO como dispositivo na manutenção das frentes de atuação do grupo, ocultando as inconsistências de sua produção, mas não impedindo que sua figura como intelectual público cinda num conjunto de forças com vetores opostos. (AU)