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Estudo da migração de agulhão-negro, Makaira nigricans (Osteichthyes, Istiophoridae) no Atlântico Sul Ocidental

Processo: 16/05259-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2017 - 30 de junho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Biológica
Pesquisador responsável:Alberto Ferreira de Amorim
Beneficiário:Alberto Ferreira de Amorim
Instituição-sede: Instituto de Pesca. Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Makaira nigricans  Marlim-azul  Identificação eletrônica de animais  Pop-up satellite archival tag  Distribuição espacial  Pesca esportiva 

Resumo

O agulhão-negro, ou marlim-azul, Makaira nigricans (Lacépède, 1802) está amplamente distribuído em águas subtropicais e tropicais e ocasionalmente em águas temperadas do Oceano Atlântico. Esse peixe tem grande importância ecológica por estar no topo da cadeia alimentar e realizar extensas migrações. A mais longa foi registrada através da recaptura de um marlim-azul com uma marca convencional que se deslocou de Delaware, EUA (Atlântico) ao Ilhas Maurício (Índico). O estoque de M. nigricans se encontra sobre-explotado com poucas informações sobre sua distribuição e biologia em relação à área e época de ocorrência no Atlântico Sul. A espécie, com baixo valor econômico, é capturada incidentalmente no espinhel da pesca comercial, e alto valor econômico agregado na pesca esportiva na modalidade pesque e solte. Como o Brasil detém o recorde mundial esportivo (636 kg registrado pela International Game Fish Association-IGFA), houve interesse na implantação do Projeto Marlim, com o apoio dos principais iates clubes da costa brasileira. Assim, as primeiras capturas, marcações e liberações se iniciaram com marcas convencionais no Yacht Club de Ilhabela-YCI, São Paulo, nas temporadas de 1992/93. As marcas eletrônicas começaram a ser usadas em Canavieiras, BA, em 2006. A utilização de marcas eletrônicas PSAT POP UP, que arquivam dados, são vantajosas porque o peixe não precisa ser recapturado. Elas se desprendem sozinhas, devido a uma prévia programação, boiam até a superfície e enviam os dados ao satélite ARGOS (Advanced Reasearch and Global Observation Satellite). Com a cooperação da pesca esportiva do Yacht Club Ilhabela-YCI e do Iate Clube do Rio de Janeiro-ICRJ, pretende-se colocar marcas eletrônicas. Duas estão programadas para se desprender e enviar informações para o satélite após quatro meses da marcação e outras três para doze meses. Este projeto conta com a cooperação norte-americana de dois experientes professores no assunto. É importante observar que a espécie tem sua comercialização proibida em todo o território nacional (Instrução Normativa nº 12, de 2005, SEAP), no entanto há grande dificuldade de um bom controle. Pretende-se conhecer a migração do agulhão-negro que sofre a pesca em diferentes áreas por diversos países, objetivando sua conservação no Atlântico Sul. (AU)

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