Busca avançada
Ano de início
Entree

A província magmática do Atlântico Equatorial: uma abordagem geoquímica e geocronológica

Processo: 17/08423-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2017 - 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Maria Helena Bezerra Maia de Hollanda
Beneficiário:Maria Helena Bezerra Maia de Hollanda
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Antonius Adrianus Koppers ; Carlos José Archanjo ; Daniel Paul Miggins ; Francisco de Assis Negri ; Richard John Walker ; Valdecir de Assis Janasi ; Victor Sacek
Assunto(s):Geoquímica  Geocronologia  Geodinâmica  Petrologia  Enxame de diques  Magmatismo 

Resumo

A proposta visa estudar a Província Magmática do Atlântico Equatorial (PMAE; em inglês EQUAMP - Equatorial Atlantic Magmatic Province) do ponto de vista geoquímico e geocronológico. A formação da PMAE está diretamente relacionada à evolução da atual margem Atlântica Equatorial brasileira durante o Cretáceo. Os diques máficos estão arranjados em um enxame de geometria arqueada cuja direção E-W passa a NE-SW ao longo de seus quase 1000 km de extensão. Regionalmente, esse evento é conhecido como o Enxame de Diques Rio Ceará-Mirim (EDCM), constituído por diabásios toleíticos de alto- e baixo-Ti cuja intrusão é estimada, a partir de idades K-Ar, no Cretácio Inferior. Esse enxame corta todo o arcabouço precambriano da Província Borborema cuja edificação esteve relacionada a processos colisionais que levaram à amalgamação do Gondwana Ocidental no Neoproterozoico. As soleiras máficas intrudem as rochas sedimentares da Bacia do Parnaíba, constituindo a Formação Sardinha. Tal qual os diques, as soleiras consistem de diabásios de alto-Ti com idades no Cretáceo Inferior. A contemporaneidade sugerida entre os dois eventos, somada à proximidade geográfica, permite-nos testar a hipótese que ambos fariam parte de uma província ígnea maior (LIP - Large Igneous Province), formada durante a ruptura do Gondwana Ocidental e consequente abertura do Oceano Atlântico. Mantendo a coerência com as recomendações da IAVCEI (International Association of Volcanology and Chemistry of the Earth's Interior) para definição de LIPs, nós iremos (1) modelar os processos petrogenéticos e fontes envolvidos durante a evolução dos magmas através de dados petrológicos que incluem análises geoquímicas, texturais e isotópicas (Sr-Nd-Pb) e (2) estabelecer a idade e duração desses dois eventos (EDCM e Sardinha) por geocronologia 40Ar/39Ar e U-Pb. Embora o estudo de LIPs não seja um tema inédito em Geociências, a originalidade dessa proposta diz respeito à aplicação de abordagem multi-disciplinar para caracterizar uma província ígnea continental ainda desconhecida. A partir desse exemplo, será possível examinar a dinâmica do sistema crosta-manto e a cronologia evolutiva da margem Atlântica Equatorial, um tema ainda carente de informações geológicas. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
MACEDO FILHO, A. A.; ARCHANJO, C. J.; HOLLANDA, M. H. B. M.; NEGRI, F. A. Mineral chemistry and crystal size distributions of mafic dikes and sills on the eastern border of the Parnaiba Basin, NE Brazil. JOURNAL OF VOLCANOLOGY AND GEOTHERMAL RESEARCH, v. 377, p. 69-80, JUN 1 2019. Citações Web of Science: 0.

Por favor, reporte erros na lista de publicações científicas escrevendo para: cdi@fapesp.br.