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Variação sociolinguística no português escrito por surdos

Processo: 17/07032-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2017 - 31 de julho de 2019
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Sociolinguística e Dialetologia
Pesquisador responsável:Dayane Celestino de Almeida
Beneficiário:Dayane Celestino de Almeida
Instituição-sede: Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados: Giovanna Santos Pereira ; Humberto Meira de Araújo Neto
Bolsa(s) vinculada(s):17/22082-0 - Variação sociolinguística no português escrito por surdos, BP.TT
17/15880-7 - Variação sociolinguística no português escrito por surdos, BP.TT
17/15889-4 - Variação sociolinguística no português escrito por surdos, BP.TT
17/15954-0 - Variação sociolinguística no português escrito por surdos, BP.TT
Assunto(s):Sociolinguística  Pessoas com deficiência auditiva  Variação linguística  Interlíngua  Escrita (linguística)  Bilinguismo  Língua portuguesa 

Resumo

Muitos surdos, além de se comunicarem por meio da LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), também fazem uso da língua portuguesa, na modalidade escrita. Tal situação é considerada um tipo de bilinguismo - "bilinguismo bimodal", nas palavras de Lillo-Martin, Quadros, & Pichler (2016) - em que a língua portuguesa escrita é vista como uma segunda língua. Apesar da abundância de trabalhos que debatem o bilinguismo de surdos (e.g. Brochado, 2003; Cavalcanti & Silva, 2007; Fernandes, 2010; Goes, 2012; Lodi et al., 2015; Pereira, 2014; Skliar, 1999) e de alguns que que revelam particularidades dessa interlíngua (e.g. Brochado, 2003), ainda não há, ao que parece, um estudo que exponha a sua variação e a relação das formas linguísticas empregadas com fatores linguísticos ou sociais. Visto que todas as línguas variam, mesmo na modalidade escrita, o objetivo deste trabalho é descrever alguns fenômenos variáveis no português escrito de surdos, para estes uma segunda língua, tendo como norte a sociolinguística variacionista. Análises qualitativas numa primeira fase do projeto escolherão 3 ou 4 fenômenos variáveis que deverão ser observados e descritos numa segunda fase. Espera-se que os resultados encontrados contribuam em duas frentes: a) no desenvolvimento de metodologias de ensino de português como segunda língua para surdos que enfoquem as verdadeiras dificuldades de redação dos surdos - já que esta pesquisa poderá prover evidências empíricas para tanto; e b) na conscientização de possíveis leitores dos textos produzidos pelos surdos, diminuindo o preconceito causado pela visão errônea de que seu modo de escrever e fruto de algum problema cognitivo. (AU)