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Avaliação da dinâmica insulina-glicose e citocinas inflamatórias em éguas gestantes

Processo: 17/05425-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2017 - 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Reprodução Animal
Pesquisador responsável:Claudia Barbosa Fernandes
Beneficiário:Claudia Barbosa Fernandes
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Beatriz Alves Bringel ; Maria Augusta Alonso ; Robert Hazourd Douglas
Assunto(s):Equinos  Prenhez  Síndrome metabólica  Diabetes gestacional  Transtornos do metabolismo de glucose  Citocinas 

Resumo

O metabolismo de glicose se adapta à gestação e lactação em várias espécies, incluindo equinos. Essa adaptação envolve tanto o desenvolvimento progressivo fisiológico de resistência à insulina no tecido alvo, quanto o aumento na secreção de insulina pelas células ² pancreáticas. A resistência à insulina e a hiperinsulinemia juntamente com obesidade ou aumento da adiposidade regional formam os três componentes principais da chamada Síndrome Metabólica Equina (SME), que causa consequências em diversos sistemas do organismo, podendo levar à laminite, problemas de fertilidade em éguas e garanhões, maior risco de distocias e aumento da chance de doenças ortopédicas e deformidades angulares em potros provenientes de éguas com SME. Em humanos, é bem conhecido que devido às adaptações hematobioquímicas da gestação, os valores de referência em exames laboratoriais são diferentes entre mulheres gestantes e não gestantes. Devido à algumas características da espécie, como duração da gestação, possibilidade de monitoramento não invasivo e longevidade da prole, a égua gestante é um excelente modelo experimental para estudos bioquímicos em humanos. Em equinos, nenhum trabalho até o momento avaliou a tolerância à glicose, a resposta insulinêmica, assim como a insulina basal ao longo da gestação, não havendo portanto valores de referência para que se possa diagnosticar uma égua gestante como resistente à insulina e/ou portadora de diabetes mellitus gestacional (DMG). O objetivo desse projeto é avaliar as concentrações basais de insulina, glicose, triglicérides, ácidos graxos não esterificados (AGNE), cortisol, leptina, resistina, adiponectina, interleucina 6, (IL-6), interleucina 10 (IL-10) e fator de necrose tumoral ± (TNF±), além de peso, escore de condição corporal (ECC), escore de crista de pescoço (ECP) e espessura de gordura subcutânea em éguas durante a gestação (0, 55, 110, 165, 220, 275, 330 dias) até 21 dias pós parto (início da lactação). Serão determinadas também as curvas de insulina e glicose após desafio glicêmico por teste oral de tolerância à glicose. A sensibilidade à insulina será determinada por meio da utilização do inverso da raiz quadrada da insulina (RISQI) e a responsividade das células pancreáticas pela razão insulina-glicose modificada (MIRG). Com esse trabalho, espera-se elucidar os parâmetros fisiológicos em relação às dinâmicas de insulina e glicose, citocinas inflamatórios e outros marcadores metabólicos dos animais ao longo da gestação, visando estabelecer valores de referência, possibilitando assim o diagnóstico de problemas metabólicos da gestação e o estabelecimento de possíveis tratamentos. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
BOAKARI, YATTA LINHARES; ALONSO, MARIA AUGUSTA; RICCIO, AMANDA VALLONE; FERNANDES, CLAUDIA BARBOSA. Are mule pregnancies really longer than equine pregnancies? Comparison between mule and equine pregnancies. REPRODUCTION IN DOMESTIC ANIMALS, v. 54, n. 6, p. 823-827, JUN 2019. Citações Web of Science: 0.
BELLI, C. B.; FONTE, J. S.; TORRES, L. N.; GONDIN, M. R.; MAIORKA, P. C.; FERNANDES, C. B. Mammary botryomycosis: two concomitant cases in mares: case report. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, v. 70, n. 2, p. 342-346, MAR-APR 2018. Citações Web of Science: 0.

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