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Filogeografia do vírus da raiva isolados de bovinos e equinos transmitido pelo morcego hematófago Desmodus rotundus no estado de São Paulo

Processo: 17/06089-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2017 - 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Pedro Carnieli Junior
Beneficiário:Pedro Carnieli Junior
Instituição-sede: Instituto Pasteur (IP). Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Paulo Eduardo Brandão
Assunto(s):Virologia veterinária  Vírus da raiva  Morcegos  Transmissão de doenças animais  Bovinos  Equinos  Filogeografia 

Resumo

A raiva é um problema de Saúde Pública e também de Saúde Veterinária. A raiva demanda cuidados profiláticos contínuos com os herbívoros de interesse econômico, como bovinos e equinos. O transmissor do Vírus da Raiva (RABV) para estes animais é o morcego hematófago Desmodus rotundus. O RABV possui genoma de RNA e apresenta pouca fidelidade durante a replicação pela falta de reparo da sua polimerase. Isto causa a incorporação de mutações que aumentam a variação genotípica da população viral. Neste projeto será sequenciado o gene N da nucleoproteína do RABV a partir de amostras, principalmente, de bovinos de cidades paulistas e também será utilizado sequencias genéticas depositadas no GenBank. Por ser o mais conservado o gene N do RABV é o mais apropriado para estudos filogeográficos. Pelo fato do RABV exibir dinâmica evolutiva e ecológica na mesma escala temporal inferências filogeográficas confiáveis podem ser obtidas a partir de dados moleculares. Como a filogeografia expressa o padrão contemporâneo de distribuição geográfica de um organismo de acordo com as genealogias de seus genes o objetivo deste projeto é determinar a dispersão ao longo do tempo e espaço do RABV transmitido por D. rotundus no Estado de São Paulo. A filogeografia do RABV será estudada por análises utilizando estatística bayesiana com métodos de Monte Carlo via Cadeias de Markov (MCMC), disponível na plataforma BEAST (Bayesian Evolutionary Analysis Sampling Trees). Desta forma e após o teste de diferentes modelos evolutivos os dados das árvores filogenéticas de substituição e tempo mais verossímeis serão convertidos em um arquivo KML que permite a visualização da projeção espacial da difusão das linhagens genéticas no tempo e espaço utilizando o Google Earth. Desta forma, os resultados finais podem auxiliar a vigilância epidemiológica e também no planejamento estratégico para o controle da raiva. (AU)