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Caracterização físico-química das argamassas tradicionais presentes nas edificações históricas com terra do Vale do Paraíba e sua vulnerabilidade frente à agressividade ambiental

Resumo

As edificações da arquitetura com terra e as técnicas tradicionais de taipa de pilão, pau-a-pique e adobe, constituem um excepcional conjunto de bens da cultura material no Brasil e, em particular, no trecho paulista do Vale do Rio Paraíba do Sul. Esse patrimônio corre o risco de desaparecer e precisa urgentemente ser amparado por adequadas políticas de preservação. Essas, por sua vez, demandam várias ações de pesquisa que vão desde a identificação e o mapeamento das edificações históricas construídas com essas técnicas entre os séculos XVIII e XIX (não sempre catalogadas ou protegidas pelos órgãos de patrimônio), até uma profunda caracterização dos materiais e dos mecanismos de deterioração física, química e biológica existentes ou potenciais. Cabe destacar que a permanência das construções em terra é fundamental para garantir a manutenção dos testemunhos físicos concretos dos modelos de construção civil nos diferentes momentos da nossa história. A presente proposta abordará a questão das argamassas usadas no revestimento de construções com terra, já que tais elementos desempenham um papel crucial na proteção da edificação contra a agressão provocada por agentes ambientais. Assim, o objetivo desse projeto será delinear um quadro das diferentes soluções adotadas na concepção de tais materiais quanto à sua composição, nos diversos momentos históricos, e avaliar a resistência ou vulnerabilidade de tais sistemas perante fatores abióticos e bióticos de agressão ambiental típicos do contexto do Vale do Paraíba Paulista, inclusive à luz de iminência da exacerbação de determinados fatores climáticos evidenciada em pesquisa anterior na mesma região. Com esse intuito, a pesquisa envolverá: a construção de um banco de amostras de materiais de argamassas de edificações construídas com terra de diversas épocas e distintos contextos de agressão ambiental; sua caracterização quanto a aspectos físicos, químicos e microbiológico; etapa de simulações em laboratório e em campo após a reconstrução das argamassas com base nos resultados da etapa frente a um rol determinado de agentes potenciais de degradação. (AU)

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