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Análise dos efeitos do manool, um diterpeno da Salvia officinalis, sobre a integridade celular e genômica

Processo: 16/24269-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2017 - 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Mutagênese
Pesquisador responsável:Denise Crispim Tavares Barbosa
Beneficiário:Denise Crispim Tavares Barbosa
Instituição-sede: Pró-Reitoria Adjunta de Pesquisa e Pós-Graduação. Universidade de Franca (UNIFRAN). Franca , SP, Brasil
Assunto(s):Genotoxicidade  Instabilidade genômica  Citotoxicidade  Expressão gênica 

Resumo

O gênero Salvia é o maior da família Lamiaceae, contando com mais de 900 espécies, sendo a Salvia officinalis uma espécie que apresenta inúmeras atividades terapêuticas, tais como anti-inflamatória, antimicrobiana, eupéptica e anti-depressiva. Além disso, é utilizada na culinária, como condimento. Nos extratos de S. officinalis foram identificados terpenoides e compostos fenólicos como principais classes de metabólitos especiais, sendo os diterpenos seus micrometabólitos mais característicos. Dentre estes, o manool se destaca na literatura científica como um dos mais abundantes componentes de óleos essenciais e extratos de S. officinalis. Em estudos anteriores desenvolvidos pelo nosso grupo de pesquisa observou-se o efeito genotóxico de manool em culturas de células V79 (fibroblastos de pulmão de hamster Chinês) e HepG2 (hepatocarcinoma humano). Por outro lado, concentrações menores deste diterpeno, não genotóxicas, foram capazes de reduzir a genotoxicidade do mutágeno metil metanosulfonato em células HepG2, mas não em células V79. Adicionalmente, o manool mostrou efeito citotóxico em diferentes linhagens celulares tumorais, exibindo significativa seletividade. Dessa forma, vislumbrando a aplicação terapêutica deste diterpeno, o presente trabalho objetiva ampliar a avaliação genotóxica necessária para substâncias candidatas à fármacos para uso humano por meio do estudo toxicogenético in vivo e dosagem de enzimas hepáticas como parâmetro de toxicidade do fígado. Além disso, diferentes análises serão conduzidas visando o melhor entendimento da ação do manool como sua influência sobre o ciclo celular e as vias de morte celular, por citometria de fluxo; do seu efeito sobre a genotoxicidade induzida por mutágenos com diferentes mecanismos de ação, como doxorrubicina, peróxido de hidrogênio e etoposídeo, usando o teste do micronúcleo; e da análise da expressão de genes relacionados às vias anti-inflamatória (NF-kB, nuclear factor kappa B, fator nuclear kappa B), antioxidante (Nrf-2, nuclear factor erythroid 2 [NF-E2]-related factor 2, fator nuclear eritróide 2 relacionado ao fator 2) e pró-apoptótica (TP53, gene supressor de tumor) por Western blot, como possíveis mecanismos envolvidos na sua ação. Os resultados obtidos das diferentes avaliações biológicas permitirá um melhor entendimento da ação do manool sobre o organismo, contribuindo para o uso seguro e eficaz em futuras aplicações terapêuticas. (AU)

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