| Processo: | 17/09898-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2020 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Odontologia - Odontologia Social e Preventiva |
| Pesquisador responsável: | Pedro Luiz Rosalen |
| Beneficiário: | Pedro Luiz Rosalen |
| Instituição Sede: | Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Piracicaba , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Piracicaba |
| Pesquisadores associados: | Marcelo Franchin ; Marcos Guilherme da Cunha ; Severino Matias de Alencar ; Thiago Mattar Cunha |
| Assunto(s): | Produtos naturais Bioprospecção Anti-inflamatórios Própolis Neutrófilos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | frutas nativas | Inflamação | neutrófilos | propolis | Produtos naturais e anti-inflamatórios |
Resumo
Os fármacos anti-inflamatórios têm sido rotineiramente utilizados no tratamento de estados inflamatórios agudos e crônicos. No entanto, sua baixa eficácia e efeitos adversos têm encorajado o desenvolvimento de fármacos mais seletivos, toleráveis e eficazes. Tais fármacos devem ser capazes de modular o processo inflamatório através de mecanismos distintos do que os medicamentos atualmente disponíveis no mercado, como por exemplo, a inibição do recrutamento de leucócitos. Os produtos naturais já levaram a descoberta de muitas drogas clinicamente úteis na terapêutica, representando cerca de 62% de todos os fármacos aprovados pelo FDA entre 1981 a 2014. Na busca por novas fontes de moléculas bioativas, os produtos naturais se destacam por possuir flavonoides, isoflavonas e outros, que são apontados como promissores anti-inflamatórios e tem sido objeto de estudos do nosso grupo de pesquisa (FOP/UNICAMP e ESALQ/USP). Nesse contexto, duas fontes naturais brasileiras de moléculas ativas se destacam: as frutas nativas (FN) e a própolis orgânica brasileira do tipo 6 (PO6). Estudos preliminares realizados pelo nosso grupo, identificou atividade na inibição da migração leucocitária na inflamação para as FN e PO6, o que demonstra o potencial destes produtos como novas fontes de moléculas bioativas. Desta forma, no presente estudo pretendemos investigar o perfil fitoquímico e bioprospectar moléculas das FN e PO6 com atividade inibitória da migração de neutrófilos no processo inflamatório. Para realização do estudo bioguiado, as amostras de FN e PO6 serão submetidas a processos químicos, que incluem extração, fracionamento e subfracionamento utilizando diferentes técnicas cromatográficas, além da análise química das frações para identificação dos compostos bioativos. Em conjunto, serão aplicados os ensaios biológicos in vitro, in vivo e in silico para avaliação da atividade anti-inflamatória dos extratos, frações e subfrações de FN e PO6. Dentre os ensaios a serem utilizados incluem: ativação do NF-ºB e produção de TNF-± em cultura de macrófagos; migração de neutrófilos na cavidade peritoneal de camundongos desafiados; estudo in silico utilizando bioinformática; análise do secretoma celular in vitro; microscopia intravital in vivo; quantificação de citocinas e expressão de moléculas de adesão in vivo. Assim, espera-se com este estudo identificar os compostos anti-inflamatórios em fração/subfração provenientes de FN brasileiras e da PO6, capazes de inibir a migração de neutrófilos e elucidar seus mecanismos moleculares de ação. Além disso, esperamos que estes achados possam subsidiar o uso sustentável destes produtos naturais e que futuramente estes compostos sejam isolados e utilizados como protótipos de novos fármacos anti-inflamatórios com utilidade em odontologia e medicina, ou como alimentos que propiciem saúde e previnam ou reduzam os fatores de risco para várias doenças de origem inflamatória. (AU)
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