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Detecção de ácido hialurônico e mutações em biópsia líquida de escarro como rastreamento de pacientes com câncer de pulmão

Processo: 15/26642-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência: 01 de julho de 2017 - 30 de junho de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Vanessa Karen de Sá
Beneficiário:Vanessa Karen de Sá
Instituição-sede: A C Camargo Cancer Center. Fundação Antonio Prudente (FAP). São Paulo, SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/19545-0 - Validação do ácido hialurônico como biomarcador diagnóstico e preditivo em escarro de pacientes com carcinoma de pulmão, BP.MS
17/14590-5 - Detecção de ácido hialurônico e mutações em biópsia líquida de escarro como rastreamento de pacientes com câncer de pulmão, BP.JP
Assunto(s):Biomarcadores  Matriz extracelular  Glicosaminoglicanos  Detecção precoce de câncer  Neoplasias pulmonares  Carcinoma pulmonar de células não pequenas  Escarro 

Resumo

No Brasil, as estimativas de incidência e mortalidade em 2016, do Instituto Nacional do Câncer (INCA), revelam que esta neoplasia deve atingir 28.220 pessoas, sendo 17.330 do sexo masculino 10.890 sexos feminino. Há urgência no desenvolvimento de novos métodos diagnósticos não invasivos para maior conforto e menor ansiedade do paciente. Em meio a este cenário, diversos grupos de pesquisa têm investido a fundo na procura de biomarcadores no desenvolvimento de novas técnicas que possam auxiliar no diagnóstico, prognóstico e tratamento do câncer de pulmão (CP). Atualmente, o foco dos pesquisadores são as biópsias líquidas no sangue, no escarro ou nos lavados brônquicos para a detecção precoce do CP. Todavia, até o momento nenhum grupo de pesquisa teve sucesso na padronização destes marcadores para o uso em larga escala na prática clínica. Proteínas intracelulares e da matrix extracelular (MEC) têm se mostrado como potenciais marcadores diagnósticos presentes em secreções, principalmente no sangue, na saliva, no escarro e na urina. Inicialmente demonstramos associação direta e significativa entre os tumores com elevada percentagem de HA e densidade microvascular (MVD) e o potencial de malignidade. Igualmente significativa foi a associação direta entre tumores metastáticos altos níveis de HA nas células neoplásicas. A regressão de Cox mostrou menor risco de morte para pacientes com baixos níveis de HA no tecido. Interessantemente, níveis aumentados de HA foram detectados no escarro dos pacientes com câncer de pulmão em comparação a voluntários saudáveis, assim como uma correlação significativa entre os níveis de HA no escarro e no tecido tumoral. Finalmente, o surgimento de novas plataformas desequenciamento a um custo menor, a escassez de material de biópsia - inerente a maioria dos pacientes com câncer de pulmão - a necessidade de resultados rápidos que sustentem tanto linhas subsequentes de tratamento, como a inclusão de pacientes em estudos clínicos com novas drogas alvo, aponta para o uso crescente de testes moleculares em biópsias líquidas que permitam a análise simultânea de várias mutações drivers. Como jovem pesquisadora, nossa proposta é dar prosseguimento ao estudo validando em nova coorte que a expressão do HA e mutações gênicas no tecido possa refletir-se no escarro despontando como rastreadores precoces do CP. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Mestrado em genômica com bolsa da FAPESP 
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