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Potencial terapêutico de derivados fúngicos e vitamina A em modelo experimental de esclerose múltipla

Processo: 16/23317-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2017 - 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Alexandrina Sartori
Beneficiário:Alexandrina Sartori
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Pesq. associados:Sofia Fernanda Gonçalves Zorzella Pezavento
Assunto(s):Imunomodulação  Esclerose múltipla  Vitamina A  beta-Glucanas  Mananas  Encefalomielite autoimune experimental  Microbioma gastrointestinal  Resposta imune 

Resumo

Esclerose múltipla é uma doença autoimune grave que acomete o sistema nervoso central (SNC) e que até o momento não dispõe de cura. Recentemente ocorreram grandes avanços no desenvolvimento de tratamentos modificadores da doença e fatores dietéticos vêm sendo incluídos nas novas estratégias terapêuticas. Evidências observadas em pacientes e em modelos experimentais indicam que derivados fúngicos e vitamina A podem contribuir para a melhora clínica através da modulação da resposta imune e da microbiota intestinal. Neste contexto, o objetivo deste projeto é avaliar o potencial terapêutico de dois derivados fúngicos já comercializados para fins de suplementação alimentar, o GoldCell BetaGlucan® e o ActiveMOS®, isolados ou associados à vitamina A, na encefalomielite autoimune experimental (EAE) que é o modelo animal utilizado no estudo da EM. Para isto, camundongos C57BL/6 receberão os compostos (1mg/dia/animal) por gavagem durante 14 dias antes (profilaxia) ou durante 14 dias depois (terapia) da indução da EAE. Os parâmetros clínicos (incidência, escore clínico e perda de peso) serão avaliados até a fase crônica da doença (30º dia após indução da EAE). O efeito na resposta imune periférica será investigado na fase aguda da doença (18º dia após indução da EAE), por determinação da produção de citocinas em cultura de linfonodos axilares e inguinais e por caracterização de fenótipo regulador em células dendríticas (CD103+) e em linfócitos T (Foxp3+) nos linfonodos mesentéricos. Para elucidar o mecanismo neuroimunológico envolvido na proteção, avaliaremos o infiltrado inflamatório e a desmielinização em amostras de medula lombar e as subpopulações de linfócitos T (Th1/Th2/Th17/Treg), os parâmetros de estresse oxidativo e também a ativação da micróglia no SNC (cérebro e medula espinhal). Adicionalmente avaliaremos se a administração destes compostos, isolados ou associados à vitamina A, altera a microbiota intestinal dos animais tratados. Se houver modulação da microbiota, realizaremos experimentos de transplante de microbiota do tratamento que se mostrar mais eficaz, para averiguar se a proteção está associada à modulação direta da resposta imune, por alteração da microbiota ou por ambas. Avaliaremos ainda se os derivados fúngicos interferem na ativação de células dendríticas in vitro e se induzem expansão de linfócitos T reguladores in vivo. (AU)