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Mecanismos imuno-moleculares envolvidos na resistência ao desenvolvimento da imunossupressão na sepse grave neonatal

Processo: 17/10255-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 12 de outubro de 2017 - 26 de outubro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral
Pesquisador responsável:Fernando de Queiroz Cunha
Beneficiário:Fernando de Queiroz Cunha
Pesquisador visitante: Foo Yew Liew
Inst. do pesquisador visitante: University of Glasgow, Escócia
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/08216-2 - CPDI - Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias, AP.CEPID
Assunto(s):Sepse neonatal  Síndrome de resposta inflamatória sistêmica  Imunossupressão  Intercâmbio de pesquisadores 

Resumo

A sepse é uma das principais causas de mortalidade de pacientes hospitalizados no mundo. Clinicamente é definida como uma Síndrome de Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) decorrente de um processo infeccioso que, comumente, pode evoluir para um quadro de falência múltipla dos órgãos seguido de morte. Ressalta-se que a taxa de mortalidade de sepse em pacientes pediátricos e significativamente superior à observada em adultos. Soma-se ao quadro de gravidade da sepse grave o fato que indivíduos adultos sobreviventes à sepse grave desenvolvem imunossupressão de longa duração, caracterizada pelo aumento da susceptibilidade às infecções secundárias ou outras doenças que pode perdurar por até cinco anos. De maneira surpreendente, dados preliminares do nosso grupo de pesquisa demostraram que animais recém-nascidos sobreviventes a sepse grave, embora apresentem maior gravidade na fase aguda, incluindo maior mortalidade, não desenvolvem o quadro de imunossupressão, sugerindo que a disfunção imune induzida pela sepse grave pode ser um evento dependente da idade. Contudo, o entendimento dos mecanismos envolvidos na relação deste fenômeno biológico com a idade ainda é desconhecido. Neste contexto, nosso grupo demonstrou que as citocinas do tipo 2 (IL-4, Il-10 e IL-33) e o aumento na frequência de células Tregs mediado por macrófagos do perfil M2 desempenham um papel central na imunossupressão induzida pela sepse grave em indivíduos adultos. No entanto, até o presente momento não existem trabalhos analisando o perfil das citocinas do tipo 2 e também de macrófagos M2 e células Tregs em animais ou pacientes pediátricos que sobreviveram a sepse grave. Desta forma o objetivo do presente projeto é caracterizar o eixo macrófagos do perfil M2/citocinas do tipo 2/células Tregs, assim como realizar estudo comparativo dos eventos epigeneticos-moleculares envolvidos na diferenciação das células Tregs em indivíduos recém-nascidos e adultos sobreviventes à sepse. Estes estudos poderão contribuir para o esclarecimento dos fenômenos relacionados com o desenvolvimento da imunossupressão induzida pela sepse e possivelmente em outras patologias. (AU)

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