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Diferenciação de linfócitos B-1 em células produtoras de insulina: mecanismos envolvidos e otimização do processo

Processo: 17/06733-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2017 - 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Mario Mariano
Beneficiário:Mario Mariano
Instituição-sede: Vice-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa. Universidade Paulista (UNIP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Anuska Marcelino Alvares Saraiva ; Maria Anete Lallo ; Rui Curi ; Sandra Coccuzzo Sampaio Vessoni
Assunto(s):Linfócitos B  Células secretoras de insulina  Diferenciação celular  Transferência adotiva 

Resumo

O grupo de pesquisa (Alvares-Saraiva et al., 2015) demonstrou, pela primeira vez, a atividade reguladora de linfócitos B-1 no controle da glicemia em modelo de diabetes tipo I induzido por injeção de estreptozotocina (STZ). Como aspecto fundamental dessa descoberta, a transferência adotiva de linfócitos B-1 de camundongos WT para camundongos XID (deficientes em linfócitos B-1) os tornaram resistentes à indução do diabetes. Também, foram identificadas células produtoras de insulina em culturas de células peritoneais aderentes obtidas de camundongos WT, mas não em células provenientes de camundongos XID. Quando recultivados, os linfócitos B-1 se diferenciaram em células produtoras de insulina. Foram identificados por imunofluorescência grânulos de insulina no citoplasma dessas células e a presença do gene da insulina em linfócitos B-1 diferenciados foi confirmada pela técnica de RT-PCR. Considerando que: 1) os linfócitos B-1 apresentam características de células pluripotentes, 2) já foi observada sua diferenciação em fagócitos e em osteoclastos com morfologia e função semelhantes às células correspondentes, 3) obter uma célula com capacidade de produzir insulina, que não seja as células ² pancreáticas, pode contribuir no tratamento com melhora de sintomas ou mesmo cura de pacientes diabéticos tipo I, é nosso objetivo determinar os estímulos e os mecanismos envolvidos na diferenciação de células B-1 em células produtoras de insulina. Para tanto, esse estudo foi dividido em 3 partes que contemplam: 1) comparar as células B-1 produtoras de insulina com as células ² pancreáticas quanto às suas características morfológicas, ultraestrutural e metabólicas; 2) identificar essas células in vivo, rastreando células B-1 transferidas adotivamente expressando luciferase; 3) induzir e otimizar a geração dessas células utilizando estímulo inflamatório in vivo e meio condicionado in vitro. (AU)