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Educação contra o fascismo

Resumo

Na Dialética do Esclarecimento, como em diversos textos escritos na década de 1950, Adorno empreendeu uma detalhada análise da vulnerabilidade psicológica à atmosfera fascista, e também dos procedimentos utilizados por líderes grupais para reforçar sistematicamente imagens estereotipadas de minorias étnicas, raciais, sexuais e imigrantes em geral. Considerando o conjunto da análise crítica do fascismo e sua articulação com uma educação voltada para a desbarbarização, proponho três temas intimamente relacionados para refletir sobre uma educação contra o fascismo. O primeiro subtema consiste em considerar o indivíduo autônomo como ponto de apoio para uma educação voltada para a autorreflexão crítica. Dada a importância da autonomia individual nas reflexões de Adorno sobre o fascismo, a pesquisa pretende explicitar seu potencial no campo educativo. O segundo subtema remete-se à relação de mediação recíproca entre pensamento teórico e prática política. A obra de Adorno contém apontamentos precisos sobre a proximidade entre o ativismo político desconectado de reflexões teóricas e o fascismo, concebendo assim que uma educação antiautoritária requer compreensão sobre a relação de mediação recíproca entre teoria e práxis. O terceiro subtema expõe os dois polos antagônicos de uma "dialética da diferença", visando a compreender os equívocos a que se expõe a educação sempre que a preconceitos de natureza étnica ou de gênero se opõe uma mera estereotipia positiva. (AU)

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