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Neotectônica da região da serra de São Pedro e arredores

Processo: 17/14791-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 15 de novembro de 2017 - 14 de dezembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geografia Física
Pesquisador responsável:Fernando Nadal Junqueira Villela
Beneficiário:Fernando Nadal Junqueira Villela
Pesquisador visitante: Paola Cianfarra
Inst. do pesquisador visitante: Università degli Studi Roma Tre, Itália
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Geodinâmica  Neotectônica  Intercâmbio de pesquisadores 

Resumo

Durante a fase de avaliação do projeto (Modalidade Auxílio Regular) "Evolução Geomorfológico-Pedológica de Sopés de Escarpas de Cuesta no Estado de São Paulo" (Processo Fapesp 2016/08722-3), a qual se vincula a presente proposta, foi solicitada pelo parecerista a revisão de alguns aspectos da proposta então submetida. A principal mudança se referia à necessidade de que o projeto incluísse também a investigação da influência da tectônica, especialmente a Neotectônica, na gênese do relevo da área investigada, em detrimento da proposta inicial que incluía apenas a relação dos materiais (solos, depósitos e rochas) com a morfogênese. Atendendo a essa solicitação, a investigação da influência estrutural no relevo foi incluída no projeto, valendo-se inclusive da experiência de membros da equipe na temática e do recém-estabelecimento de uma parceria internacional com outros profissionais especialistas na questão. Atualmente já temos uma parceria com especialistas dessa área, do Laboratory of Quantitative Geodynamics and Remote Sensing of the Roma Tre University - UniRoma3 (Itália), que inclusive já redundou num estágio de um dos pesquisadores desse projeto nessa instituição em 2016, propomos aqui a vinda de uma pesquisadora dessa instituição, a Profa. Dra. Paola Cianfarra. Esta ficará alocada no Laboratório de Pedologia do Departamento de Geografia da FFLCH-USP, instituição sede do nosso projeto, por um período de 30 dias, entre 15 de Novembro e 15 de Dezembro de 2017.Considerando essa larga experiência da Professora Paola Cianfarra e as necessidades do nosso projeto de pesquisa, propomos o seguinte plano de atividades para a estadia da pesquisadora na USP:1) Análise de imagens de satélite (ASTER, Landsat 8, Sentinel) e modelos digitais de terreno (SRTM) para fazer um reconhecimento das principais estruturas (lineamentos, diques e prováveis falhas) que cortam a região de São Pedro e o entorno para identificar indícios de deformação neotectônica, o que subsidiará a escolha dos melhores pontos para controle de campo. Os lineamentos serão identificados de forma automática por meio do software SID, desenvolvido pelo professor Francesco Salvini (UniRoma3), que é ex-orientador e parceiro da professora Cianfarra, e já vem colaborando com o projeto em vigor. Esses dados serão analisados estatisticamente no software Daisy, também desenvolvido pelo professor Salvini, e deverão apontar as direções principais das estruturas, subsidiando a inferência dos campos de paleotensão, especialmente no contexto regional, de acordo com os princípios da Teoria de Anderson. 2) Análise de dados geofísicos (gravimetria e aeromagnetometria) para avaliar as possíveis deformações do embasamento da bacia e comparar as linhas estruturais e anomalias gravimétricas com os lineamentos mapeados nas imagens de sensoriamento remoto. Os dados geofísicos da área investigada são recentes (2012) e já foram solicitados junto à ANP - Agência Nacional do Petróleo. 3) Descrição, medição e interpretação de estruturas primárias em campo, a fim de identificar possíveis tendências de basculamento de blocos. Além disso, serão levantados dados sobre as juntas e falhas, com o objetivo de identificar eventuais famílias de falhas ou grandes fraturamentos, dados estes que subsidiarão a determinação dos campos de tensão a partir dos indicadores cinemáticos e/ou geometria das estruturas. O levantamento de campo será feito com bússolas do tipo Clar, enquanto que os dados estruturais serão analisados estatisticamente no software Daisy. 4) Análise da sismicidade da área e comparação dos dados da tensão inferida a partir dos lineamentos com a da tensão sismogênica. Os dados da sismicidade serão extraídos do banco de dados da nova Rede Sismográfica Brasileira, já disponíveis para acesso ao público, e que inclui também os sismos históricos ocorridos da região. 5) Integração dos dados, comparação com os dados mais recentes e construção de modelo tectônico para a área estudada. (AU)

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