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Efeito de ácidos graxos poli-insaturados ômega 3 sobre a qualidade de oócitos e fertilidade em camundongos com Diabetes tipo 2

Resumo

Evidências sugerem que mulheres com diabetes mal controlado têm um risco aumentado de infertilidade, aborto espontâneo, complicações obstétricas, morbidade e mortalidade neonatal, e defeitos congênitos em seus filhos, indicando que o diabetes pode ocasionar efeitos irreversíveis na reprodução feminina. Os ácidos graxos poliinsaturados omega-3 (AGP w-3) parecem ter efeito benéfico sobre o desenvolvimento do diabetes, através da proteção das células beta do pâncreas dos danos causados pelo aumento de radicais livres. Alguns estudos relatam que esses AG modulam a resposta inflamatória, modificando a evolução do Diabetes melitus tipo 2 (DM2). Trabalhos do nosso grupo têm demonstrado que dietas enriquecidas com AGP w-3 reduzem a resposta inflamatória em modelos animais de inflamação aguda e crônica, através de mecanismos associados ao balanço entre mediadores pró e anti-inflamatórios. A suplementação alimentar com AGP w-3 parece influenciar a síntese de substâncias como prostaglandinas e hormônios esteróides envolvidos na regulação da função reprodutiva, podendo afetar a ovulação e o desenvolvimento dos oócitos. Além disso, a composição de AGP das membranas do esperma e de oócitos parece ser importante durante a fertilização. Embora a ingestão de AGP w-3 parece interferir no desenvolvimento de oócitos e paralelamente pode ser benéfica para o DM2, pouco se sabe a respeito de como esses AG poderiam modular o desenvolvimento folicular, a maturação de oócitos e subsequente desenvolvimento embrionário em mães com DM2. Objetivos: Os objetivos deste projeto são: a) estudar o efeito do DM2 na indução de estresse de retículo endoplasmático em oócitos e em citocinas pró e anti-inflamatórias teciduais. b) verificar se a suplementação dietética com óleo de peixe, rico em AGP w-3, pode prevenir esse estresse, preservando a qualidade dos oócitos e diminuindo a resposta inflamatória, em camundongos submetidos ao modelo de DM2. Material e Métodos: Serão utilizados camundongos C57bl/6 fêmeas, com 2 meses de idade, divididos em 4 grupos: Controle (C), Controle tratado com óleo de peixe (CP), Diabético (D) e Diabético tratado com óleo de peixe (DP). C e CP serão alimentados com dieta padrão e D e DP receberão dieta hiperlipídica durante 7 semanas. No final da quarta semana, os grupos D e DP receberão, por 5 dias, STZ diluída em tampão citrato (40 mg/kg/dia) i.p., enquanto os grupos C e CP receberão o mesmo volume do tampão citrato, i.p.. Os grupos CP e DP receberão óleo de peixe (2,0g/Kg), 3 vezes por semana, por via oral, e os grupos C e D receberão água em igual volume, durante todo o período experimental. Durante as 7 semanas de tratamento, o peso corporal e o consumo alimentar e hídrico serão medidos semanalmente. Na última semana, os animais serão submetidos ao teste de tolerância à glicose e ao teste de tolerância à insulina e 60 horas antes da eutanásia todos os animais serão submetidos à super estimulação ovariana e indução da ovulação com gonadotrofina coriônica equina e humana. Os animais serão anestesiados com pentobarbital sódico (60mg/kg) e lidocaína (5mg/kg) i.p. para coleta de amostras sanguíneas e em seguida eutanasiados. Citocinas teciduais pró e anti-inflamatórias serão quantificadas por ELISA. Os complexos cumulus-oócitos serão coletados dos ovidutos e tratados com hialuranidase para retirada das células dos cumulus e os oócitos armazenados à -80°C ou fixados em paraformaldeído. Nos lisados dos oócitos serão analisadas por Western Blotting as proteínas caspase-3, XBP1 e ubiquitina e a atividade proteassomal. O fuso meiótico será avaliado por microscopia de fluorescência, a autofagia por imunofluorescência, usando o anti LC3A e a síntese proteica pelo Kit Click-iT® AHA. (AU)

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