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Citoproteção hepática: da fibrose a isquemia e reperfusão

Processo: 17/00896-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2017 - 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Márcia Regina Nagaoka
Beneficiário:Márcia Regina Nagaoka
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Pesq. associados:Maria Kouyoumdjian
Assunto(s):Gastroenterologia  Citoproteção  Fibrogênese hepática  Regeneração hepática  Fígado  Morte celular  Isquemia 

Resumo

Nosso grupo de pesquisa estuda a modulação hepática do sistema cinina há décadas. O sistema cinina é representado principalmente pela bradicinina (BK), agonista do receptor B2 (B2R), expresso constitutivamente. Ação da cininase I na BK gera a des-Arg9-bradicinina (DABK), que se liga ao receptor B1 (B1R), induzido por processo inflamatório. No fígado, BK induz resposta hipertensiva portal, mediada por B2R. O B1R não modula resposta hepática hipertensiva e nem hipotensiva, mas é expresso em vários estágios de agressão hepática: inflamação, cirrose e lesão por isquemia e reperfusão (IRI). Neste caso, sendo B1R envolvido na apoptose e o B2R na necrose. Na fibrogênese verificamos que animais knockout de B1R tem diferente resposta aos indutores CCl4 ou colestático (BDL). Os resultados sugerem que ativação do B1R protege o fígado da fibrose no grupo CCl4, mas não no BDL. Verificamos também o efeito hepatoprotetor do condroitim sulfato na fibrogênese induzida por BDL.O objetivo principal é estudar a citoproteção hepática com diferentes intervenções em vários modelos experimentais de agressão hepática. Na IRI, o objetivo é relacionar a ativação dos B1R e B2R com a morte celular, analisando as vias de sinalização intracelular tanto das cininas como da morte celular. Além disso, iremos analisar o papel do pré-tratamento dos animais com dieta enriquecida com ômega-3 ou 6 na morte celular induzida por cininas. Em relação à fibrogênese, os objetivos são avaliar os parâmetros de inflamação, de morte celular e de regeneração hepática após administração de condroitin ou laserterapia.Para o modelo experimental de IRI, o fígado será isolado, exsanguinado e solução de preservação da Universidade de Wisconsin a 4º C será infundida. O fígado será mantido nesta solução por 24h, a 4º C (isquemia). Após este período, o órgão será reperfundido com solução de Krebs (37º C) e, salina, BK ou DABK será injetada in bolus na cânula portal e a pressão portal monitorada. Para a avaliação do papel do pré-tratamento com ômega-3 ou -6, ratos Wistar machos serão distribuidos em 3 grupos que serão alimentados com dietas controle, rica em É-3 ou É-6 por 8 semanas, e após este período submetidos ao modelo de IRI. Dosagem de alanina e aspartato aminotransferase no soro será realizada para avaliar a condição prévia do animal. B1R será detectado por Western Blotting e citocinas e quimiocinas pelo sistema Magpix (Millipore). Para avaliação da morte celular por necrose será utilizado azul de Tripan, e para apoptose, imunodetecção da caspase-3 clivada, de Bcl-2, Bcl-X, caspase-3, mcl-1 e ensaio do TUNEL.Para o modelo experimental de BDL, ratos Wistar serão anestesiados com mistura de isoflurano inalatório a 1,5%, óxido nitroso a 0,8 L/min e oxigênio medicinal a 0,4 L/min para indução anestésica. A temperatura corporal será mantida em 37 °C por mesa cirúrgica aquecida. Após tricotomia do animal e assepsia do plano cirúrgico com álcool iodado, será realizada a laparotomia e o ducto biliar comum isolado, duplamente ligado com fios de seda 5-0 e seccionado entre esses pontos. Em seguida será realizada sutura do peritônio, das camadas musculares e da pele dos animais. Nos grupos controle (Sham) será realizado procedimento semelhante, porém sem a ligação do ducto biliar comum. Os animais serão eutanasiados 7, 14, 21 e 28 dias após a cirurgia. Nos animais tratados será administrado C4S ou C6S (120 mg/kg do animal) via intraperitoneal um dia antes, no dia da cirurgia e nas primeiras 48 horas uma vez ao dia pela manhã. Após este período os animais serão tratados a cada 48 horas. Nos animais não tratados será administrado o veículo (NaCl 0,9%) nos mesmos intervalos descritos.Desta forma, este projeto pretende entender a fisiopatologia da IRI ou da fibrogênese, e verificar o papel de intervenções terapêuticas para melhorar a qualidade do órgão e consequentemente do paciente. (AU)