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Avaliação ecotoxicológica de sedimentos contaminados em cenários futuros de acidificação e aquecimento do meio marinho

Processo: 17/07351-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2017 - 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Biológica
Pesquisador responsável:Rodrigo Brasil Choueri
Beneficiário:Rodrigo Brasil Choueri
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Pesq. associados:Augusto Cesar ; Denis Moledo de Souza Abessa ; Fabiane Gallucci ; Ítalo Braga de Castro ; Ronaldo José Torres ; Rubens Cesar Lopes Figueira ; Rui Jorge Miranda Rocha ; Tomas Angel Del Valls Casillas
Bolsa(s) vinculada(s):17/22124-4 - Avaliação ecotoxicológica de sedimentos contaminados em cenários futuros de acidificação e aquecimento do meio marinho, BP.TT
Assunto(s):Ecotoxicologia  Ecossistemas marinhos  Meiofauna  Contaminação química  Biomarcadores  Dióxido de carbono 

Resumo

Ecossistemas marinhos vêm experimentando alterações ambientais importantes no Antropoceno. Entre outras alterações, a elevação da temperatura e acidificação marinha tem despertado preocupação e movimentado esforços no sentido de compreender seus efeitos sobre a biota. Aliada a estas transformações ambientais, os ecossistemas marinhos sofrem ainda efeitos de outros estressores, incluindo a contaminação química. Os efeitos destes três estressores atuando sinergicamente sobre a biota marinha é ainda apenas hipotetizado e, portanto, o objetivo da presente proposta é avaliar respostas em organismos marinhos e estuarinos tropicais, abordando diferentes níveis de complexidade biológica (bioquímico, celular, individual, populacional e de comunidades), frente à contaminação química no sedimento e um cenário de aquecimento e acidificação induzida por aumento da concentração de CO2 no meio marinho previsto para o ano 2100. A hipótese de trabalho é que o aumento da temperatura e a acidificação de águas costeiras modificará a toxicidade de misturas de metais, assim como de uma mistura de HPAs, devido a alterações tanto na fisiologia dos organismos como nas interações físicas e químicas destes contaminantes que afetarão sua biodisponibilidade. Os organismos-teste serão expostos a sedimentos fortificados em laboratório com uma mistura de metais (Cu, Pb, Zn e Hg) ou HPAs (Benzo[a]Pireno e Acenafteno) e respectivos controles negativos, em combinações de duas temperaturas (26°C e 28°C) e dois níveis de pH (8.1 e 7.6). A acidificação será realizada através da injeção controlada de CO2 gasoso puro no meio experimental. As respostas biológicas avaliadas serão em diferentes níveis de organização biológica: (i) nível sub-individual, empregando Mytella charruana (atividade das enzimas CYP450, GST, GPx, AChE, e níveis de GSH, LPO e danos em DNA); (ii) nível individual/populacional utilizando Echinometra lucunter (avaliação do desenvolvimento embrio-larval); e (iii) nível de comunidades (avaliação da estrutura de comunidades de meiofauna bentônica). Existe a expectativa na sociedade de que a comunidade científica seja capaz de fornecer conhecimento sobre como lidar com as grandes questões ambientais contemporâneas. Considerando os prováveis cenários futuros de aquecimento e acidificação do meio marinho, e o amplamente conhecido panorama de contaminação química dos sedimentos marinhos ao qual estão sujeitas as zonas costeiras, é premente que se traga à luz informação sobre o risco ambiental em cenários de múltiplos estressores envolvendo contaminação, aquecimento e acidificação do meio marinho. (AU)

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