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Desenvolvimento de pró-fármacos recíprocos potenciais para o tratamento de carcinoma de pulmão tipo não pequenas células

Processo: 17/50060-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de julho de 2017 - 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Marcio Henrique Zaim
Beneficiário:Marcio Henrique Zaim
Empresa:Alchemy Inovação, Pesquisa e Desenvolvimento Ltda
Município: Santana de Parnaíba
Vinculado ao auxílio:14/50162-0 - Desenvolvimento de pró-fármacos recíprocos potenciais para o tratamento de carcinoma de pulmão tipo não pequenas células, AP.PIPE
Bolsa(s) vinculada(s):18/10372-6 - Desenvolvimento de pró-fármacos recíprocos potenciais para o tratamento de carcinoma de pulmão de não pequenas células, BP.TT
Assunto(s):Desenvolvimento de fármacos  Pró-fármacos  Antineoplásicos  Neoplasias pulmonares  Carcinoma pulmonar de células não pequenas 

Resumo

No Brasil, a estimativa para o ano de 2016 é de 596.070 novos casos de câncer diagnosticados. O câncer de pulmão, particularmente, é devastador e considerado um problema cada vez mais importante e prioritário de saúde pública nacional e mundial. As despesas anuais por paciente em tratamento chegam a U$ 45,000 em média, que não refletem em benefício terapêutico importante para os pacientes. O prognóstico do câncer de pulmão é ruim e apresenta a maior taxa de morte em todo o mundo, sendo o carcinoma tipo não pequenas células (NSCLC, Non-Small Cell Lung Câncer) responsável por mais de 80% da incidência da doença. Tal insucesso justificaria a necessidade urgente de desenvolvimento de novos agentes antitumorais. A estratégia de pró-fármacos tem como vantagens o incremento do perfil farmacocinético, de seletividade, de estabilidade química, redução de toxicidade e prolongamento de ação. Pró-fármacos recíprocos, ou seja, quando o transportador também tem ação terapêutica constituem estratégia racional quando há sinergismo de ação, que é o caso da presente proposta. A viabilidade sintética e o potencial de se tomar um candidato a fármaco antitumoral foram demonstrados no projeto PIPE na (fase 1) no período de 9 meses para um dos pró-fármacos recíprocos propostos, cuja estrutura é formada por um inibidor da enzima enoil-ACP (acyl-carrier protein) redutase e um composto já descrito como potencialmente antitumoral. A elaboração do pedido de patente de pró-fármaco obtido na (fase 1) já está em desenvolvimento. Desta maneira nesta etapa da (fase 2) a proposta almeja: (I) otimizar o processo de síntese química do pró-fármaco recíproco (triclosana/espaçante/O-fosfocolamina) e desenvolver estudos de escalonamento (scale-up); (II) produzir tal composto ativo seguindo as normas de boas práticas de laboratório/fabricação empregando o processo estabelecido para o escalonamento, com elaboração de monografia de qualidade (Drug Master File, DMF); (III) desenvolver estudos in vitro para avançar no entendimento do mecanismo de ação tanto dos dois compostos ativos isolados (triclosana e O-fosfocolamina, como para o do pró-fármaco recíproco; (IV) desenvolver estudos de previsão de toxicidade in silico e simulações com modelo molecular de membrana para verificar a interação ligante-membrana; (V) desenvolver (2) estudos de toxicidade in vivo em um tipo de roedor (camundongos), a fim de viabilizar a terceira fase do projeto e possibilitar o estabelecimento de parcerias no processo de desenvolvimento para os estudos pré-clínicos e estudos de fase I. (AU)