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Complexidade cerebral e cognitiva associada ao comportamento social em peixes

Processo: 16/26160-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2017 - 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Comportamento Animal
Pesquisador responsável:Eliane Gonçalves de Freitas
Beneficiário:Eliane Gonçalves de Freitas
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Pesq. associados: Rui Oliveira
Auxílios(s) vinculado(s):19/22518-8 - Macho e fêmea de um peixe ciclídeo exibem habilidade cognitiva de controle inibitório, PUB.ART
Bolsa(s) vinculada(s):19/10808-1 - Complexidade cerebral e cognitiva associada ao comportamento social em peixes, BP.TT
Assunto(s):Comportamento social animal  Aprendizado social  Peixes 

Resumo

A organização cerebral em animais sociais pode ser explicada pelas relações filogenéticas (i.e. o cérebro evolui de acordo com uma linha de parentesco entre espécies) e, também, pela seleção de estruturas direcionadas pela complexidade do ambiente social. O objetivo deste estudo será comparar a possível associação entre complexidade social, cerebral e cognitiva em espécies de peixes próximas filogeneticamente, dentro da família Cichlidae, que apresentem interações sociais consideradas mais complexas (cuidado biparental da prole em espécies monogâmicas) ou menos complexas (cuidado materno da prole em espécies poligínicas). Quatro espécies serão submetidas a testes de aprendizagem e de sociabilidade (memória social, sociabilidade, agressividade e flexibilidade cognitiva). As mesmas terão os cérebros dissecados em macroáreas (telencéfalo, teto óptico, cerebelo, medula dorsal, bulbo olfatório, hipófise e hipotálamo), cujos volumes e número de neurônios serão quantificados. Os dados serão submetidos à testes de GLM, correlações e hierarchical clustering para comparar as associações entre os preditores (cérebro, cognição e complexidade social). As estruturas cerebrais de outras espécies também serão dissecadas e analisadas, porém sem os testes de comportamento. Medidas de andrógenos e cortisol serão realizadas, pois estão associados aos mecanismos ativacionais e organizacionais de uma rede cerebral social. Espera-se que espécies com semelhantes estratégias sociais apresentem organização cerebral e cognitiva mais semelhantes do que espécies mais próximas filogeneticamente. Este estudo é inovador, já que pouco se conhece sobre os mecanismos evolutivos e fisiológicos envolvidos com o controle do comportamento social em peixes neotropicais. (AU)