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Epidemiologia molecular com base em Next Generation Sequencing (NGS) de isolados de Klebsiella pneumoniae produtores da enzima KPC causadores de infecções relacionadas à assistência à saúde em hospital brasileiro: projeto EPISEK

Processo: 17/04046-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2017 - 31 de julho de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Carlos Roberto Veiga Kiffer
Beneficiário:Carlos Roberto Veiga Kiffer
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Antonio Carlos Campos Pignatari
Assunto(s):Epidemiologia molecular  Resistência microbiana a medicamentos  Carbapenêmicos  beta-Lactamases  Klebsiella pneumoniae  Sequenciamento de nova geração  Filogenia 

Resumo

Relatamos em 2009 o caso índice de IRAS de KpKPC com sua posterior disseminação entre pacientes internados em unidades de terapia intensiva de pós-operatório de cirurgia cardíaca em um hospital brasileiro de alta complexidade da cidade de São Paulo [Abboud et al., 2011]. Como parte deste estudo (projeto FAPESP 2014/12108 recentemente finalizado e reportado), 170 isolados de KpKPC envolvidos neste surto ao longo de cinco anos foram submetidos à caracterização molecular e sequenciamento de genes codificadores de resistência e à investigação epidemiológica utilizando as metodologias de Pulsed Field Gel Electrophoresis (PFGE), Multi Locus Sequence Type (MLST). Encontramos prevalência de um tipo único de enzima de resistência a carbapenêmicos (KPC-2), associada a padrões clonal por PFGE e filogenético por MLST predominantes neste período. Além disso, iniciamos as análises de sequenciamento completo em um (1) isolado de KpKPC pertencente a este surto, com identificação de vários genes de resistência. Muito embora pareça ter havido transmissão horizontal de plasmídeo(s) ou de elemento(s) genéticos móvel(is), nossas evidências mostram um isolado de K. pneumoniae predominante e persistente por longo tempo neste ambiente epidemiológico, achado suportado por pesquisadores de nosso grupo em outros ambientes [Monteiro et al., 2016]. Isto nos leva à hipótese de que antes que a transmissão de elementos móveis de resistência ocorra de forma predominante, parece haver a persistência clonal de alguns isolados mais aptos, possivelmente facilitada por elementos genéticos relacionados à sobrevivência ou fitness destes isolados, ao menos para K. pneumoniae em situação similar. O Projeto EPISEK pretende aprofundar o conhecimento e elucidar as condições envolvidas na prevalência do padrão clonal persistente ao longo de cinco anos de estudo, além de tornar possível o esclarecimento de eventos micro evolutivos durante o surto hospitalar descrito. (AU)