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Metagenômica viral em indivíduos com diagnóstico tardio pelo HIV/AIDS

Processo: 15/19343-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2017 - 31 de maio de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Shirley Cavalcante Vasconcelos
Beneficiário:Shirley Cavalcante Vasconcelos
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Marcello Mihailenko Chaves Magri ; Ricardo Sobhie Diaz
Assunto(s):Infectologia  Metagenômica  Mutação  HIV  AIDS  Diagnóstico tardio  Farmacorresistência viral  Antirretrovirais  Brasil 

Resumo

Apesar do avanço nos programas de prevenção e testagem uma grande parte dos indivíduos que procuram pela primeira vez o atendimento ao HIV/aids, seja em Centros de Testagem Anônima (CTAs) ou em hospitais, já apresentam infecção avançada pelo HIV. O diagnóstico tardio está intimamente relacionado com a etnia, gênero, imigração e o baixo nível socioeconômico educacional. No Brasil, além destes fatores temos relatado em estudos que há a falta de acesso ou poucos CTAs o que dificulta a testagem para pessoas que residem em regiões rurais e/ou cidades distantes dos centros. Sabemos que um indivíduo ao se infectar com o HIV, pode receber populações virais já resistentes às drogas utilizadas no tratamento e que muitas mutações no genoma do vírus que causam esta resistência perduram por anos (mutações de resistência transmitida, TDRM). Por isso é importante estudarmos a presença destas TDRMs, pois representam um impedimento na resposta ao tratamento antirretroviral, principalmente neste grupo que ao ser diagnosticado como HIV+ já apresenta um alto grau imunocomprometimento. Um aspecto importante do imunocomprometimento é o aumento da diversidade das comunidades virais (viroma) plasmáticas e entéricas verificadas em estudos recentes de metagenômica. Com as novas tecnologias de sequenciamento, é possível identificar e caracterizar toda a microbiota viral de uma determinada população, assim como as funções dos genes virais e associação com diferentes patologias. De fato, vários trabalhos que utilizaram esta tecnologia para obter sequências de vírus RNA e DNA de diferentes compartimentos (sangue, lavado nasal, fezes) além dos já conhecidos, também descobriram novos vírus. Desta forma, gostaríamos neste trabalho de realizar a metagenômica viral no plasma e nas fezes de indivíduos tardiamente diagnosticados como HIV+ e assim, caracterizar todos os vírus presentes, inclusive vírus novos; caracterizar as mutações de resistência transmitida às drogas antirretrovirais nas populações virais do HIV-1; verificar a incidência do diagnóstico tardio, bem como o perfil socioeconômico que caracterizam estes pacientes. (AU)