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Armadilhas de alta performance para capturas de mosquitos vetores de Zika vírus, Chikungunya e Dengue a partir de protótipos funcionais para o uso doméstico e em saúde pública

Processo: 16/06105-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de junho de 2017 - 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Convênio/Acordo: FINEP - PIPE/PAPPE Subvenção
Pesquisador responsável:Mario Yacoara de Menezes Neto
Beneficiário:Mario Yacoara de Menezes Neto
Empresa:Bio Controle Métodos de Controle de Pragas Ltda
Município: São Paulo
Pesquisadores principais:Ari Gitz ; Fabio Silber Schmidt ; Fernanda de Oliveira
Pesq. associados:Lizandra Alexa de Carvalho
Bolsa(s) vinculada(s):18/23200-9 - Armadilhas de alta performance para capturas de mosquitos vetores de Zika vírus, Chikungunya e Dengue a partir de protótipos funcionais para o uso doméstico e em saúde pública, BP.TT
Assunto(s):Saúde ambiental  Controle de insetos  Insetos nocivos  Inseticidas  Iscas  Febre de Chikungunya  Aedes aegypti  Vírus Zika 

Resumo

No Brasil, o controle do mosquito Aedes aegypti tem sido realizado pelos programas municipais, estaduais e federais, mas deixando uma grande responsabilidade e a culpa para a população, pois segundo o Ministério da Saúde, a proliferação do mosquito ocorre em criadouros residenciais (ex.: vasos de plantas, caixas de água, e qualquer recipiente que acumula água). No Brasil, o controle do Aedes ocorre apenas por métodos antigos que consiste da remoção de criadouros (ovos, larvas e pupas) e aplicação de inseticidas (larvicidas e adulticidas), enquanto espera-se da população a remoção dos criadouros em casa e o uso de repelentes para a proteção pessoal. Infelizmente, não existe no mercado brasileiro uma armadilha específica para captura e eliminação do mosquito Aedes aegypti que procura criadouros. Estas armadilhas poderiam ser utilizadas por empresas profissionais de controle de vetores, em residências, em hospitais, empresas e condomínios. Em 2014, a armadilha GAT (Gravid Aedes TRAP) específica para capturar fêmeas do Aedes aegypti foi desenvolvida e patenteada pela UFMG e licenciada para a empresa BioGents (Alemanha) que atualmente comercializa a armadilha nos países asiáticos e na Austrália. Portanto, pretende-se introduzir e produzir para o mercado brasileiro, uma armadilha profissional e específica para o controle do Aedes, principalmente para capturar as fêmeas que procuram criadouros para depositar seus ovos. O objetivo principal desta proposta é de desenvolver novos protótipos a partir da GAT, para a produção em grande escala industrial da nova armadilha Bio-GAT para o mercado brasileiro, principalmente os profissionais de controle de vetor. O nome Bio-GAT é devido ao fato da armadilha não utilizar inseticidas ou agentes tóxicos, ou seja, é uma armadilha biológica e também ao fato de se adequar à proposta de trabalho da empresa Bio Controle, produtos menos agressivos ao meio ambiente. Visando utilizar a armadilha como uma nova ferramenta alternativa no controle do vetor da Zika, será desenvolvido um novo design brasileiro da armadilha para melhorar a sua performance e aumentar sua aceitação no mercado. Insumos da armadilha, tais como atraentes sintéticos de oviposição (para aumentar a eficiência da armadilha) e cartão adesivo (reter os mosquitos no interior da armadilha) serão também modificados a partir de produtos brasileiros existentes. Testes com a Bio-GAT serão realizados em condições de laboratório, semicampo e de campo (área urbana) com outras armadilhas comerciais existentes em outros países (ex.: armadilha BG-Sentinela), visando comparar a eficiência do novo produto nacional. Metodologias de testes de qualidades de todos os produtos e insumos serão desenvolvidas para manter a qualidade produto que será colocado no mercado brasileira e possivelmente internacional. Uma vez que parte do desenvolvimento do projeto será realizada sob forma de consultoria por pesquisadores da UFMG que desenvolveram a armadilha, a tecnologia da Bio-GAT será posteriormente transferida da universidade para a empresa Bio Controle. Concomitantemente, será conduzida uma análise mercadológica do desenvolvimento e da produção da armadilha; visando conhecer os custos de produção, transporte e logística de entrega, além da percepção do consumidor que será adicionada aos resultados das análises. O projeto termina imediatamente no início da fase de produção para fins comerciais. (AU)