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III Congresso Internacional do LIA. Timor-Leste e o espaço da língua portuguesa na Ásia - horizontes comunitários supranacionais: consensos e contradições

Processo: 17/11385-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Organização de Reunião Científica
Vigência: 18 de outubro de 2017 - 20 de outubro de 2017
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Outras Literaturas Vernáculas
Pesquisador responsável:Helder Garmes
Beneficiário:Helder Garmes
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Literatura timorense  Macau  Timor Leste 

Resumo

O III Congresso Internacional do LIA - 2017, tendo como tema central "Timor-Leste e ex-colônias portuguesas na Ásia - horizontes comunitários supranacionais: consensos e contradições", pretende estabelecer um amplo debate sobre a situação da Língua e da literatura de língua portuguesa no contexto da contemporaneidade, levando em conta a diversidade cultural de seus falantes em busca de propostas para a consolidação de suas identidades. Atualmente, a Língua Portuguesa, nas suas diferentes variedades nacionais, conta com mais de 200 milhões de falantes, sendo língua oficial de oito países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, S. Tomé e Príncipe, Timor-Leste e mais recentemente Guiné Equatorial. Nesse contexto culturalmente múltiplo, destaca-se a complexa situação lingüística de Timor-Leste, país de colonização portuguesa até 1975 e dominado pela Indonésia até 1999 - período em que se proibiu o uso da língua portuguesa, se minimizou a comunicação na língua nacional - o tétum - e foi imposta a língua indonésia. Com base nos mais recentes relatórios apresentados por observadores do Banco Mundial e das Nações Unidas, o português é língua de instrução de 8% da população, ao lado do tétum (47%) e da bahasa indonésio (45%). Além dessas, o país reconhece outras quinze línguas nacionais (baiqueno, becais, búnaque, quémaque, tocodede, mambae, ataurense, idalaca, galóli, hábum, cauaimina, macassae, macalero, fataluco, lovaia), que não têm ainda uma forma escrita definitiva. Refletir sobre a presença do português em Timor Leste, assim como sobre a literatura que vem sendo ali produzida, é a tarefa primordial deste congresso. Em se tratando de uma região repleta de disputas ainda muito vivas no campo da língua e da literatura, não há como refletir sobre os consensos que ali foram estabelecidos sem considerar as contradições que geram. É a partir desse enfoque crítico que se pretende olhar para a realidade linguística e literária de Timor. (AU)