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Análise dos receptores de reconhecimento de padrões e interação de células dendríticas-linfócitos T e macrófagos na dermatite de contato alérgica por metilisotiazolinona e metilcloroisotiazolinona

Processo: 17/12475-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2017 - 30 de novembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia
Pesquisador responsável:Vitor Manoel Silva dos Reis
Beneficiário:Vitor Manoel Silva dos Reis
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Anangélica Rodrigues Virgens ; Gabriel Costa de Carvalho ; Heliana Freitas de Oliveira Góes ; Maria Notomi Sato
Assunto(s):Dermatite alérgica de contato  Imunidade inata  Macrófagos  Inflamassomos  Receptores toll-like  Células dendríticas 

Resumo

Dermatite de contato alérgica (DCA) é uma das doenças inflamatórias da pele mais comuns, é mediada pela reação de hipersensibilidade tipo IV, causada pelo contato com o alérgeno. Geralmente, são haptenos, que formam complexos com proteínas para a sensibilização. Metilcloroisotiazolinona (MCI) e metilisotiazolinona (MI) são substâncias amplamente usadas como preservativos e nos últimos anos tem ocorrido um importante aumento de DCA desencadeada por cosméticos. No entanto, ainda há poucos estudos na literatura sobre o mecanismo imunológico da DCA por MCI e MI, sobretudo sobre a influência da imunidade inata. A proposta deste estudo é avaliar se o composto MCI/MI é capaz de ativar receptores de reconhecimento de padrões (PRR) como o Toll-like 4 e inflamassomas, como também avaliar in situ a expressão dos PRRs e a interação entre células dendríticas-linfócitos T e macrófagos e seus subtipos na DCA por MCI/MI. Para tal, serão selecionados indivíduos reatores à MCI/MI no teste de contato cutâneo no Ambulatório de Dermatologia do HC-FMUSP. As biópsias serão realizadas na fase de elicitação da reação positiva para MCI/MI, como também em indivíduos não reatores como grupo controle. O perfil transcricional e de proteínas de TLR4 e de componentes da via de inflamassomas NLRP3, AIM-2 e IL-1-² serão avaliados nas biópsias do teste de contato. Também serão avaliadas a presença de subtipos de macrófagos (M1 CD68+Stat1+/ M2 cMAF+CD68+) por imunohistoquímica e a provável formação cluster entre células dendríticas - linfócitos T ou células dendríticas - macrófagos- linfócitos T por imunofluorescência. Além disto, serão analisados se o composto MCI/MI pode ativar a via TLR4 e os inflamassomas, em células mononucleares do sangue periférico e em linhagem de queratinócitos, utilizando inibidores de TLR4 e de inflamassomas, na secreção de citocinas (IL-², IL-17, IL-22, TNF, IL1², IL-6, IL-12 e IL-10) e quimiocinas (CXCL2 e CXCL10). O avanço no conhecimento específico dos mecanismos imunes envolvidos no desenvolvimento de DCA por MCI/MI poderá melhorar a compreensão dos quadros clínicos de DCA por estes compostos, além de possibilitar a busca de novos alvos terapêuticos. (AU)