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Uso de técnicas moleculares para avaliação dos sorotipos/sorogrupos circulantes e da presença de genes de resistência a antibióticos das principais bactérias causadoras de meningite na região do ABC do estado de São Paulo

Resumo

A meningite bacteriana é uma doença de grande impacto em Saúde Pública, e é causada principalmente por Neisseria meningitidis, Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae. Estas bactérias têm grande variação em sua cápsula polissacarídica, o que as diferencia em sorogrupos ou sorotipos. As vacinas disponíveis são compostas de polissacarídeos de cápsula conjugados a uma proteína carreadora. Elas são eficazes por induzir resposta imunológica de memória, no entanto, geram resposta sorotipo/sorogrupo dependente e por isso podem promover a substituição dos sorotipos/sorogrupos circulantes na população. Portanto, é muito importante o monitoramento constante das cepas circulantes, para determinar estratégias de combate aos agentes causadores da meningite bacteriana, como alterações dos esquemas de vacinação, ou até modificação da composição das vacinas oferecidas a população. Para a determinação dos sorotipos/sorogrupos dos agentes etiológicos bacterianos, são utilizadas técnicas como a reação de aglutinação, que apesar de fornecer a informação necessária, requerem antissoros específicos que representam alto custo, além de dispender muito tempo para execução e apresentar subjetividade na interpretação dos resultados. Por isso, o uso de técnicas modernas, como a técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR), vem sendo aplicada para identificação das espécies causadoras de meningite bem como seus sorotipos/sorogrupos. A PCR apresenta alta sensibilidade e especificidade, produz resultados mais rápidos por não necessitar de crescimento prévio do microrganismo e fornece informações mais completas do que as técnicas padrão. Portanto, este projeto tem como objetivo principal testar e implantar a técnica de PCR para monitorar os sorotipos/sorogrupos das 3 principais bactérias causadoras de meningite nos 7 municípios da grande São Paulo, conhecida como grande ABC, atendidos pelo Instituto Adolfo Lutz de Santo André, promovendo importantes informações epidemiológicas para a região. (AU)

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