Busca avançada
Ano de início
Entree

Nucleação na USP do INCT 2016 "infecções fúngicas emergentes" - núcleo esporotricose

Processo: 17/13722-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Brasil
Vigência: 20 de setembro de 2017 - 19 de setembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Sandro Rogerio de Almeida
Beneficiário:Sandro Rogerio de Almeida
Pesquisador visitante: Leila Maria Lopes Bezerra
Inst. do pesquisador visitante: Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes (IBRAG), Brasil
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/04729-3 - Bases celulares da resposta imune na cromoblastomicose e esporotricose: implicações para terapia vacinal, AP.TEM
Assunto(s):Esporotricose  Micologia médica  Micoses 

Resumo

A presente proposta de Pesquisador Visitante da USP, para a Dra. Leila Lopes Bezerra coordenadora do INCT Infecções Fúngicas Emergentes, aprovado em 2016, que envolve dois docentes/pesquisadores da USP que apoiam a presente proposta, visa desenvolver, pelo menos em parte, os projetos dos núcleos Esporotricose e Paracoccidioidomicose deste INCT. Cabe ressaltar quer as infecções fúngicas, foco desta proposta, são doenças emergentes e/ou endêmicas no Brasil e demais países da América Latina. Entre as micoses sistêmicas ou subcutâneas negligenciadas no Brasil podemos destacar a Paracoccidioidomicose, a Esporotricose e a Chromoblastomicose. Nestas infecções fúngicas às manifestações clínicas variam desde lesões subcutâneas a infecções sistêmicas. Algumas dessas micoses são doenças com mortalidade expressiva (ex.: paracoccidioidomicose), enquanto outras de alta morbidade são incapacitantes (ex.: cromoblastomicose). Cabe ressaltar que casos de amputação relacionados à esporotricose já estão sendo reportados (UERJ/UFF). Como doenças negligenciadas, as infecções fúngicas acima listadas são bastante relevantes do ponto de vista epidemiológico no Brasil, quando comparadas a outras doenças infecciosas. São subestimadas por não haver notificação compulsória e/ou pelo perfil socio-econômico e epidemiológico à elas associados. São micoses predominantes nas regiões tropicais e subtropicais, acometendo principalmente indivíduos de baixa condição socioeconômica, que vivem em regiões rurais e/ou regiões com condições precárias de saneamento básico. Além disso, este grupo de doenças fúngicas carece de protocolos bem estabelecidos para seu diagnóstico e tratamento, além da ausência de vacinação e/ou métodos de tratamento alternativos (ex.: peptídeos que atuam como adjuvantes no tratamento com drogas), situação que resulta na ausência de uma política de controle clínico-epidemiológico adequada. Além deste quadro clinico-epidemiológico, o espectro limitado de medicamentos antifúngicos disponíveis, a resistência antifúngica crescente de fungos patogênicos e o aumento (no Brasil) de casos relacionados a novas espécies emergentes (ex: Sporothrtix brasiliensis e Paraccodidioides lutzi) são fatores relevantes que justificam o estudo destas infecções e de seus respectivos agentes etiológicos. A proposta visa avançarmos no desenvolvimento de um ptotocolo vacinal, a partir de um antigeno identificado, sequenciado e caracterizado pelo grupo da Dra. Leila Lopes Bezerra, e no estudo de mutantes de Sporothrix spp em modelos in vivo e in vitro desenvolvidos por esta docente/pesquisadora. (AU)