Busca avançada
Ano de início
Entree

Influência da latitude e dos subsídios aquáticos na amplitude de nicho e na estrutura das comunidades terrestres

Processo: 17/09052-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2018 - 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Teórica
Pesquisador responsável:Gustavo Quevedo Romero
Beneficiário:Gustavo Quevedo Romero
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Ecologia de comunidades  Nicho trófico  Recursos alóctones 

Resumo

O transporte e o fluxo de recursos de ecossistemas doadores subsidiam uma enorme biomassa de consumidores de ecossistemas receptores adjacentes. Esses recursos alóctones (i.e., derivados de ecossistemas diferentes) podem ser representados por nutrientes e organismos vivos; esses últimos, p.ex. insetos aquáticos, alcançam ecossistemas adjacentes de forma ativa e são consumidos por predadores terrestres, podendo, portanto, ampliar seus nichos tróficos. No entanto, há ainda uma grande lacuna no conhecimento da distância com que esses recursos migram e subsidiam ambientes terrestres (conhecimento esse extremamente relevante para a integridade e conservação das interações bióticas nos ecossistemas receptores). Predizemos que tais recursos alóctones podem potencialmente subsidiar predadores (aranhas, aves e morcegos insetívoros) a grandes distâncias dos corpos d'água, possivelmente a distâncias maiores do que àquelas estipuladas às áreas de proteção permanente pelo Novo Código Florestal Brasileiro (Lei n. 12.651/2012). A importância dos recursos alóctones poderia ser ainda mais relevante nos trópicos, onde supostamente há maior especialização dos consumidores (via competição) e, consequentemente, menor amplitude de nicho. Porém, essa predição nunca foi testada. Neste projeto nós testaremos o papel dos recursos alóctones, via insetos aquáticos emergentes, na amplitude (de uma curva em forma de sino) e sobreposição de nichos tróficos de predadores terrestres (aranhas, aves e morcegos insetívoros) em diferentes florestas tropicais (Amazônia e Floresta Atlântica) e temperadas. Usaremos técnicas modernas, como métodos isotópicos (15N e 13C) e abordagens analíticas bayesianas (SIAR, SIBER) para determinar (i) a distância de fluxo de recursos aquáticos para ambientes terrestres (via assinatura isotópica de ambientes aquáticos) e (ii) a amplitude de nichos tróficos dos principais predadores insetívoros terrestres que habitam diferentes distâncias em relação aos corpos d'água, em diferentes florestas (AU)