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Disease modifying effects of the spider toxin Parawixin2 in the experimental epilepsy model

Processo: 17/18541-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de outubro de 2017 - 31 de março de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Toxicologia
Pesquisador responsável:Wagner Ferreira dos Santos
Beneficiário:Wagner Ferreira dos Santos
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Fármacos neuroprotetores  Neuroproteção  Parawixia bistriata 

Resumo

A epilepsia do lobo temporal (TLE) é o tipo de epilepsia mais comum em adultos. É também aquela com a maior percentagem de resistência aos medicamentos antiepilépticos disponíveis atualmente (AED). Adicionalmente, a maioria dos fármacos antiepilépticos só são capazes de controlar convulsões na epileptogênese, mas não diminuem o processo neurodegenerativo do hipocampo. Os pacientes com TLE têm uma população reduzida de células interneuronais, que expressam proteínas Parvalbumina (PV). Essa redução está diretamente relacionada à freqüência e severidade das crises no período crônico de epilepsia. Portanto, é necessário procurar novas terapias com um perfil modificador da doença e com propriedades antiepilépticas e neuroprotectoras eficientes. A Parawixin2, um composto isolado da peçonha da aranha Parawixia bistriata inibe transportadores de GABA (GAT) e tem efeitos anticonvulsivos em ratos. Neste trabalho estudamos os efeitos da Parawixin2 e Tiagabina (um inibidor de GAT aprovado pela FDA) e comparamos esses efeitos em um modelo TLE. Os ratos foram submetidos ao modelo TLE usando lítio-pilocarpina e as principais características foram avaliadas em um período crônico, incluindo: (a) convulsões recorrentes espontâneas (SRS), (b) perda neuronal e (c) densidade celular PV em diferentes regiões do hipocampo (CA1, CA3, GD e Hilus). O tratamento com Parawixin2 reduziu a frequência de SRS, enquanto a Tiagabina não. Também encontramos uma redução significativa na perda neuronal na CA3 e no hilus do hipocampo, em animais tratados com Parawixin2. Destaca-se que a Parawixin2 reverteu significativamente a perda de células PV, observada particularmente nas camadas do GD. A Parawixin2 exerce um promissor efeito neuroprotetor e antiepiléptico e tem potencial como novo agente no desenho de novos fármacos neuroprotetores. (AU)