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Sangue, identidade e verdade: memórias sobre o passado ditatorial na Argentina

Processo: 17/08069-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de setembro de 2017 - 31 de agosto de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Antropologia Urbana
Pesquisador responsável:Bela Feldman-Bianco
Beneficiário:Bela Feldman-Bianco
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Parentesco  Violência  Memória  Ditadura  Política  Argentina 

Resumo

Encaminho para consideração o manuscrito "Sangue, Identidade e Verdade: memórias sobre o passado ditatorial na Argentina". Trata-se de versão revisada da tese doutorado, de autoria de Liliana Sanjurjo, defendida junto ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UNICAMP. A tese é resultante do projeto de pesquisa "Memória, nação e identidade política: uma etnografia das organizações de direitos humanos argentinas formadas por familiares de desaparecidos da ditadura militar", por mim orientado, e financiado pela FAPESP (Processo FAPESP: 08/50297-1). Cabe salientar que os membros da banca de defesa de tese, para além de destacar a contribuição do trabalho para um denso campo de debate nas Ciências Sociais, recomendaram veementemente a sua publicação (vide Ata de Defesa em anexo junto à documentação). Vale mencionar ainda que a tese foi indicada pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UNICAMP ao "Concurso Brasileiro ANPOCS de Teses e Dissertações Universitárias em Ciências Sociais - Edição 2014" e que um de seus capítulos, reformulado na forma de um ensaio, foi premiado no ano de 2014, no âmbito da "VI Edição do Prêmio Antropologia e Direitos Humanos" da Associação Brasileira de Antropologia (Categoria Doutorado).Dividida em cinco capítulos, essa etnografia focaliza as relações entre memória, violência e política com o intuito de oferecer uma análise crítica acerca das principais contendas que perpassam o campo de ativismo político dos familiares de desaparecidos da ditadura militar argentina (1976-1983). Dessa perspectiva, a autora procura desvendar os processos sociais que levam os coletivos de familiares de desaparecidos a se organizarem enquanto movimento de direitos humanos na Argentina e a assumir protagonismo na construção das memórias sobre o passado ditatorial. Busca, ainda, distinguir os cenários de disputas que envolvem a consolidação de uma memória pública da ditadura nesse espaço nacional. Ao lançar luz sobre as relações entre parentesco, política e memória, sua análise esclarece como os familiares de desaparecidos, ancorados nos vínculos de parentesco com as vítimas da repressão, atribuem sentido às suas próprias experiências e identidades, encontrando, no processo, legitimidade para suas demandas e ações políticas. A autora, explora, assim, como noções sobre política, família, sangue/biologia, identidade e verdade constituem e atravessam o ativismo dos familiares por "Memória, Verdade e Justiça" e os embates pelas memórias da ditadura na Argentina. (AU)