Busca avançada
Ano de início
Entree

Ajustes fisiológicos de teleósteos tropicais em reservatórios impactados

Processo: 17/11530-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2017 - 30 de setembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Comparada
Pesquisador responsável:Renata Guimarães Moreira Whitton
Beneficiário:Renata Guimarães Moreira Whitton
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Ecotoxicologia  Poluição da água  Reservatórios  Peixes  Fisiologia endócrina  Reprodução animal  Estresse oxidativo  Ácidos graxos 

Resumo

O aumento da densidade populacional promoveu a intensificação das atividades antrópicas nos ambientes naturais, levando a um intenso processo de degradação e contaminação dos corpos hídricos. Nos reservatórios da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), já tem sido reportado processos de eutrofização e presença de poluentes emergentes, produtos da antropização, dentre os quais se encontram diferentes tipos de fármacos, sendo o diclofenaco (DCF) e a cafeína (CAF) os que se acham em maior concentração. Embora os processos hidrológicos e ecológicos dos reservatórios sejam estudados, pesquisas sobre a transferência trófica de ácidos graxos polinsaturados aos peixes e o estudo sobre os efeitos dos fármacos na fisiologia dos animais são muito limitados. Com base nestas informações, o objetivo do presente projeto é avaliar os ajustes fisiológicos relacionados ao metabolismo de ácidos graxos, estresse oxidativo e endocrinologia reprodutiva, das espécies Astyanax fasciatus e A. altiparanae decorrentes do impacto antrópico em reservatórios da RMSP. Serão amostrados quatro reservatórios da RMSP (Billings, Guarapiranga, Jundiaí e Ponte Nova) em duas estações do ano, inverno e verão. Serão coletadas amostras de água para análises de nutrientes e concentração de CAF e DCF; séston e zooplâncton, bem como amostras de tecidos dos peixes para análises de ácidos graxos, histologia do tecido gonadal, lipoperoxidação, enzimas de estresse oxidativo, concentração de prostaglandinas, atividade da ciclooxigenase e fosfolipase citosólica, concentração de esteroides plasmáticos, vitelogenina (VTG) plasmática, expressão gênica das gonadotropinas hipofisárias (fsh² e lh²) e da VTG, e genotoxicidade. O efeito dos fármacos sobre o estresse oxidativo e a endocrinologia da reprodução dos peixes, serão também testados em bioensaio agudo. (AU)