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Recent increase of river-floodplain suspended sediment exchange in a reach of the lower Amazon River

Processo: 17/18509-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de outubro de 2017 - 31 de março de 2018
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geofísica
Pesquisador responsável:Conrado de Moraes Rudorff
Beneficiário:Conrado de Moraes Rudorff
Instituição-sede: Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Nacionais (CEMADEN). Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Brasil). Cachoeira Paulista , SP, Brasil
Assunto(s):Hidráulica fluvial 

Resumo

Analisamos a variação da troca de sedimentos em suspensão entre o canal principal e planície de inundação no trecho baixo do Rio Amazonas próximo a Óbidos durante duas décadas (1995-2014). Os fluxos diários de sedimentos foram determinados pela combinação de concentrações de sedimento superficial medidas e estimadas com trocas de água calculadas com um modelo hidráulico bidimensional. O aporte médio anual para a planície de inundação foi de 4.088 ± 2.017 Gg y-1 e a saída foi de 2.251 ± 471 Gg y-1, respectivamente. A previsão da taxa média de acúmulo de sedimento foi o dobro da estimativa de um estudo prévio deste mesmo trecho e mais do que uma ordem de grandeza menor que a estimativa de um outro estudo de escala regional anterior. A quantidade de água escoada através da planície de inundação, que é sensível à topografia do dique e aumenta exponencialmente com a descarga do rio, foi avaliada como o principal fator que controla a variação no fluxo anual total de sedimentos. Além do escoamento superficial na planície de inundação, a exportação anual total de sedimentos dependeu do aumento da concentração de sedimentos nos lagos durante o período de drenagem da várzea. O recente aumento na amplitude anual da hidrógrafa do rio Amazonas em duas décadas causou uma mudança substancial nas trocas de água e sedimento entre o rio e várzea. Na segunda década (2005-2014), à medida que a freqüência de inundações extremas aumentou, o aporte anual de sedimentos aumentou em 81% e o armazenamento líquido aumentou 317% em relação à década anterior (1995-2004). (AU)