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Mecanismos imunomoduladores locais e sistêmicos disparados por células transformadas por Papilomavírus Humano: potencial papel de G-CSF e netrófilos.

Resumo

Câncer cervical é o último estágio de uma série de alterações iniciadas pela infecção por Papilomavírus Humano. A história natural desses tumores é longa e sua progressão depende de mecanismos de evasão disparado pelas células infectadas.O objetivo do estudo foi compreender alterações locais e sistêmicas nas interações entre as lesões cervicais e o sistema imune, conforme as lesões progridem de baixo para alto grau para câncer. Localmente, nós observamos aumento do infiltrado inflamatório, principalmente devido ao aumento da frequência de linfócitos T, neutrófilos e macrófagos M2, nas pacientes com câncer. Nós também observamos significativa correlação negativa entre a frequência de neutrófilos e linfócitos T em lesões precursoras e câncer, mas não em amostras de cervicite. Em modelo experimental de tumor associado ao HPV, nós observamos que neutrófilos inibiram a atividade de linfócitos T, tiveram vida média significativa mais longa e manutenção da expressão de marcadores de ativação do que em culturas de neutrófilos puros. Sistemicamente, nós observamos concentração de G-CSF significativamente mais alta em plasma de pacientes com câncer, além de mais alta frequência de neutrófilos imaturos de baixa densidade e fenótipo tolerogênico em células dendríticas derivadas de monócitos circulantes, MoDCs. Finalmente, nós observamos correlação negativa entre a ativação de linfócitos T por MoDCs e a concentração plasmática de G-CSF.Nossos resultados indicam que neutrófilos e G-CSF podem ser parte dos mecanismos (AU)