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Evaluating the impact of a walking program in a disadvantaged area: using the RE-AIM framework by mixed methods

Processo: 17/18324-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de outubro de 2017 - 31 de março de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Grace Angélica de Oliveira Gomes
Beneficiário:Grace Angélica de Oliveira Gomes
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Saúde pública  Geriatria  Envelhecimento  Gestão em saúde  Atividade física  Publicações de divulgação científica  Artigo científico 

Resumo

Introdução: O impacto positivo da atividade física (AF) na saúde é bem conhecido, porém uma grande proporção da população mundial permanece sedentária. Os programas gerais de AF são comuns como iniciativas de promoção da saúde. No entanto, as avaliações de eficácia de tais programas de AF em aspectos individuais e organizacionais, que podem informar o processo de tomada de decisão dos órgãos de saúde pública, ainda faltam, particularmente em áreas mais desfavorecidas, onde programas de promoção da saúde são particularmente necessários. O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia de um Programa de caminhada em um contexto de alta vulnerabilidade social.Métodos: Foi realizado um estudo quase experimental de método misto. O programa teve uma duração de seis meses e um período de seguimento de 6 meses após a intervenção. A frequência da sessão foi cinco vezes por semana, onde as sessões consistiam em AF supervisionada combinada com sessões educacionais. O modelo de medidas de Alcance, Eficácia, Adoção, Implementação e Manutenção (RE-AIM) foi utilizado para avaliar o programa. O Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) e os acelerômetros foram utilizados para medir os níveis de AF. Grupos focais foram empregados para obter uma visão abrangente sobre o domínio de implementação.Resultados: A maioria dos indivíduos nos grupos de intervenção (GI) (n = 74) e controle (GC) (n = 74) eram do sexo feminino (GI: 90,5%; GC: 95,9%), com idade entre 18-49 anos (GI: 44,6% , GC: 43,2%), recebeu menos de 1 salário mínimo (GI: 74,3%; GC: 83,7%) e teve 0-4 anos de educação formal (GI: 52,1%; GC: 46,1%). O alcance da intervenção foi de 0,3%. O GI mostrou aumento nos níveis de AF no pós-intervenção e no seguimento de 6 meses, no entanto, a diferença entre os grupos não foi estatisticamente significante. Os dados de adoção revelaram que 89,5% dos profissionais da equipe do unidades de saúde da Atenção Básica perceberam os benefícios do programa para a população. O programa foi promovido de forma independente pela equipe do centro de saúde por mais quatro meses após a intervenção. Os dados qualitativos revelaram que o programa foi descontinuado devido à baixa adesão dos participantes e às limitações de recursos humanos na dinâmica operacional da unidade. (AU)