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A valorização capitalista do espaço sob a perspectiva da Teoria Marxiana do Valor

Resumo

A geografia histórica do capitalismo nos dois últimos séculos apresenta-se como um processo social caracterizado por profundas contradições, rupturas e continuidades, nas formas em que a sociedade entabula as relações entre si e com a produção das condições materiais e objetivas de sua existência. De mero palco das ações humanas, a superfície terrestre torna-se, na sociedade capitalista, objeto de complexas interações derivadas da reprodução social e dos modos específicos de organização do trabalho historicamente determinados pela lógica da acumulação de capital e valorização do valor. A universalização da propriedade privada da terra e as sucessivas separações que marcam e caracterizam as relações sociais capitalistas, confere ao espaço geográfico o estatuto de espaço-mercadoria, conteúdo de valor de uso e de valor de troca. Neste sentido específico, isto é, na ótica das relações capitalistas, pode-se falar em produção e valorização capitalista do espaço mediante a lógica intrínseca de realização dos processos sociais de reprodução da vida humana. É a partir das premissas sucintamente esboçadas acima que se pretende investigar as formas e os processos de valorização capitalista do espaço sob a perspectiva de análise da teoria marxiana do valor. As categorias sobre as quais a análise repousará, e que derivam do movimento interno de reprodução social do capital, tais como trabalho social, valor, capital fixo, renda fundiária, fetichismo entre outras, fundamentam-se tanto nas obras de Marx, sobretudo, a partir dos Grundrisse, passando pelo O Capital e culminando nas Teorias da Mais-Valia (Volume IV de O Capital), quanto nas obras, artigos e ensaios de Antonio Carlos Robert Moraes e Wanderley Messias da Costa. A pesquisa visa também, a partir dos desdobramentos das categorias de análise, a construção de uma crítica sobre a paisagem da metrópole de modo a evidenciar a contraposição entre a "cidade como negócio" e a "cidade como espetáculo" mediante o conceito benjaminiano de fantasmagoria. (AU)

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