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Mecanismos envolvidos na resposta termorreguladora bifásica frente à inflamação sistêmica em pintainhos: uma abordagem integrada do sistema à mitocôndria

Resumo

Durante estados de sepse severa e respostas inflamatórias sistêmicas associadas, pode ocorrer queda de temperatura corporal (Tc) em vez de febre. Anteriormente considerada uma resposta de descontrole do organismo, essa queda de Tc tem sido interpretada atualmente em mamíferos como um evento regulado, transitório e benéfico. Apesar de já ter sido descrita em aves, não há nenhuma evidência de que essa resposta térmica seja regulada ou não e quais os mecanismos específicos envolvidos na resposta bifásica (queda inicial de Tc seguida de febre) frente à inflamação sistêmica. Assim, a hipótese do presente estudo é que a queda de Tc frente à inflamação sistêmica em aves é uma resposta regulada, mediada por agentes pró-inflamatórios específicos e que significa uma redução de gasto energético para o animal. Para testar essa hipótese, utilizaremos o modelo de injeção periférica de alta dose de LPS (endotoxina de bactéria Gram negativa), no presente caso 100 microg/kg, em pintainhos de frangos. Serão analisadas as respostas termoefetoras autonômicas (taxa metabólica, ventilação pulmonar, índice de perda de calor cutanea) e comportamental (agrupamento), as atividades mitocondriais muscular e hepática, as respostas termoefetoras diante de redução da disponibilidade energética do animal e a função das ciclooxigenases 1 e 2 assim como das prostaglandinas E2 e D2 durante queda de Tc e febre subsequente induzidas por injeção de LPS em pintainhos de 5 dias de idade. (AU)