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Avaliação das proteínas S-nitrosiladas do fungo Paracoccidioides Brasiliensis após estresse nitrosativo e identificação de potenciais vias de sinalização redox

Processo: 17/04592-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2017 - 31 de outubro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Wagner Luiz Batista
Beneficiário:Wagner Luiz Batista
Instituição-sede: Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema , SP, Brasil
Pesq. associados:Patricia Xander Batista
Assunto(s):Proteoma  Paracoccidioides brasiliensis  Óxido nítrico  Micologia  S-nitrosação 

Resumo

Os fungos termo-dimórficos do gênero Paracoccidioides são os agentes causadores da paracoccidioidomicose (PCM), uma doença sistêmica prevalente na América Latina, que se estabelece através da inalação de conídios. Este fungo é considerado um patógeno intracelular facultativo capaz de sobreviver e replicar dentro de macrófagos não ativados. A sobrevivência do P. brasiliensis no hospedeiro, durante a infecção, depende da adaptação do fungo a diferentes condições, notoriamente ao estresse oxidativo/nitrosativo imposto por células do sistema imune, particularmente macrófagos alveolares. Atualmente, pouco se conhece sobre as vias de transdução de sinal deste fungo envolvidas na resposta aos mecanismos de defesa do hospedeiro. Certamente algumas destas vias são desencadeadas por espécies reativas de oxigênio e nitrogênio (ROS/RNS) geradas por células do hospedeiro. Levando-se em conta que o efeito do NO (óxido nítrico) sobre o patógeno é dependente das concentrações disponíveis, tais efeitos podem modular diferencialmente o status redox celular e consequentemente ativar distintas vias de sinalização. Esse evento é muito bem regulado e dinâmico e pode influenciar uma variedade de funções de proteínas. Entre as diversas reações oxidativas que podem ocorrer em cisteínas, destaca-se a S-nitrosilação, uma importante modificação pós-traducional dependente de NO que regula uma grande variedade de funções celulares e eventos de sinalização. Recentemente foi demonstrado por nosso grupo que células leveduriformes de Paracoccidioides proliferam quando expostas a baixas concentrações de NO. Dessa forma, este trabalho propõe avaliar o perfil de proteínas S-nitrosiladas em P. brasiliensis, bem como a detecção de sítios de S-nitrosilação, após o estímulo com diferentes concentrações de RNS e identificar potenciais vias de sinalização redox. A identificação de proteínas geradas em uma condição de estresse nitrosativo, pode ajudar na compreensão das propriedades antifúngicas das RNS e futuramente identificar potenciais alvos moleculares para o desenvolvimento de novas drogas. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
CONCEICAO, PALLOMA MENDES; ALENCAR CHAVES, ALISON FELIPE; NAVARRO, MARINA VALENTE; CASTILHO, DANIELE GONCALVES; CALADO, JULIANA CRISTINA P.; CORONEL JANU HANIU, ANA ELIZA; XANDER, PATRICIA; BATISTA, WAGNER L. Cross-talk between the Ras GTPase and the Hog1 survival pathways in response to nitrosative stress in Paracoccidioides brasiliensis. NITRIC OXIDE-BIOLOGY AND CHEMISTRY, v. 86, p. 1-11, MAY 1 2019. Citações Web of Science: 0.
CASTILHO, DANIELE GONCALVES; ALENCAR CHAVES, ALISON FELIPE; NAVARRO, MARINA VALENTE; CONCEICAO, PALLOMA MENDES; FERREIRA, KAREN SPADARI; DA SILVA, LUIZ SEVERINO; XANDER, PATRICIA; BATISTA, WAGNER LUIZ. Secreted aspartyl proteinase (PbSap) contributes to the virulence of Paracoccidioides brasiliensis infection. PLoS Neglected Tropical Diseases, v. 12, n. 9 SEP 2018. Citações Web of Science: 0.
CASTILHO, DANIELE G.; NAVARRO, MARINA V.; CHAVES, ALISON F. A.; XANDER, PATRICIA; BATISTA, WAGNER L. Recovery of the Paracoccidioides brasiliensis virulence after animal passage promotes changes in the antioxidant repertoire of the fungus. FEMS Yeast Research, v. 18, n. 2 MAR 2018. Citações Web of Science: 0.

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