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A Rede Acadêmica de São Paulo: projeto 2017

Processo: 17/17084-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Programa Apoio à Rede Acadêmica
Vigência: 01 de outubro de 2017 - 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Elétrica - Telecomunicações
Pesquisador responsável:Luis Fernandez Lopez
Beneficiário:Luis Fernandez Lopez
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Redes de computadores  Comunicação óptica  Redes acadêmicas  Tecnologias da informação e comunicação  Redes de alta velocidade  Internet avançada  Pesquisa científica 

Resumo

A rede ANSP, que atende a uma comunidade de mais de 300.000 pesquisadores, estudantes e funcionários do sistema paulista de pesquisa, tem que acompanhar as tendências de evolução tecnológica. Para isso, propôs-se, a partir do início desta década, a deixar o papel de apenas provedor de redes (que desempenhou de maneira exemplar durante a década anterior) e passar a atuar também como patrocinador do desenvolvimento e experimentação de novas tecnologias e arquiteturas.Com relação à camada física da rede especificamente, a rede ANSP vem sendo atualizada de modo a atender as necessidades da comunidade paulista de pesquisa e ao mesmo tempo não desperdiçar recursos. No que diz respeito às camadas de dados, rede e aplicações, as mudanças que se aproximam são dramáticas e devem ser encaradas desde já. Por um lado, fica cada vez mais claro que durante os próximos anos essas camadas passarão da atual tecnologia de chaveamento de pacotes com switches e roteadores, para novas tecnologias de chaveamento de pacotes e/ou fluxos, com equipamentos que seguem regras definidas por software (SDN - Software Defined Networks), como os produtos que implementam o protocolo OpenFlow e a virtualização das funções de rede (NFV - Network Functions Virtualization). A ANSP surfa nessa onda desde seu início, com um padrão de sucesso que a colocou no topo da qualidade entre as redes acadêmicas do mundo. A ANSP passou a operar os enlaces internacionais do consórcio ANSP/RNP usando técnicas de SDN em dezembro de 2014. Foi a primeira vez que se utilizou SDN para gerenciar e operar um enlace internacional acadêmico. Em 2017, os enlaces locais passarão também a ser operados usando técnicas de SDN, com a transformação do Ponto de Troca de Tráfego Acadêmico (PTTA) em um SDX (Software Defined Exchange).Por outro lado, a Internet das Coisas (IoT - Internet of Things, em Inglês), algumas vezes chamada pelo Gartner a "Internet de Tudo" (Internet of Everything), ou seja, o uso cada vez mais intensivo de dispositivos (máquinas, equipamentos "vestíveis" (wearable devices), sensores, etiquetas eletrônicas, e outros gadgets) conectados à Internet, exige redes cada vez mais flexíveis e mais seguras em todas as camadas e todos os substratos. Assim, em 2017, a ANSP implementará um projeto de monitoramento da segurança das redes de seus usuários. Do ponto de vista operacional, em 2016, a ANSP continuará o processo de reformulação da estratégia para seu data center, iniciada em 2015, melhorando sua disponibilidade e qualidade de serviço. Iniciará também testes para verificar sua capacidade de operar diretamente enlaces em cabos submarinos internacionais. (AU)