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Vigilância de vírus transmitidos por artrópodes (arbovírus)

Processo: 17/09194-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2017 - 31 de outubro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Victor Hugo Aquino Quintana
Beneficiário:Victor Hugo Aquino Quintana
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesq. associados: Harnoldo Colares Coelho ; Luiz Tadeu Moraes Figueiredo
Assunto(s):Vigilância  Febre de Chikungunya  Arbovirus  Vírus Zika  Dengue  Febre amarela  Virologia 

Resumo

As doenças causadas por vírus transmitidos por artrópodes, conhecidos como arbovírus (do Inglês arthropod-borne virus), representam um grave problema para a saúde pública mundial, com um número cada vez maior de vírus emergindo ou re-emergindo. Os arbovírus, na sua maioria, são causadores de zoonoses, pois são mantidos na natureza em um ciclo de animais vertebrados e artrópodes, infectando os humanos quando estes penetram no ambiente silvestre. Mais de 150 arbovírus podem infectar o ser humano, causando, geralmente, uma doença febril aguda, com cefaléia, mialgia, artralgia e mal-estar geral, mas também causam doenças hemorrágicas e do sistema nervoso central, podendo ser fatal em alguns casos. As atividades humanas tem contribuído para uma rápida disseminação dos arbovírus, os quais atingem principalmente países tropicais e subtropicais. No Brasil, as arboviroses mais frequentes são a dengue, Zika, chikungunya, febre amarela e Oropouche, embora várias outras tenham sido identificadas em casos esporádicos. As arboviroses, em sua maioria, são consideradas doenças negligenciadas, para as quais não existem métodos de diagnósticos específicos, tratamentos nem vacinas. Portanto, é de suma importância a vigilância epidemiológica para rápida identificação destes vírus, permitindo assim a implementação de tratamento apropriado e de mediadas preventivas para minimizar os riscos de epidemias. Sendo assim, os objetivos deste estudo incluem a vigilância destas viroses e o desenvolvimento de métodos altamente específicos para uso no diagnóstico precoce e na vigilância epidemiológica dos mesmos. Inicialmente, a vigilância de arbovírus será realizada utilizando uma plataforma de microarranjo de DNA em uma população com suspeita de malária na cidade de Manaus, Amazonas, e outra com doença febril ou exantemática na cidade de Ribeirão Preto, São Paulo. Paralelamente, será realizado o monitoramento do ciclo enzoótico (vertebrado e mosquitos culicídeos) da febre amarela na cidade de Ribeirão Preto, analisando fatores ambientais e antrópicos envolvidos na circulação do vírus. Posteriormente, os métodos desenvolvidos neste estudo poderão ser utilizados na vigilância dos vírus identificados com a plataforma de microarranjo de DNA, analisando um número maior de amostras. Métodos de transcrição reversa seguida de uma reação em cadeia da polimerase (RT-PCR) em tempo real serão desenvolvidos para detecção específica do genoma de diversos arbovírus, alem do desenvolvimento de biossensores para a detecção de antígenos dos vírus da dengue e Zika em saliva de pacientes. (AU)