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Absorção de luz pelo fitoplâncton e o efeito pacote em relação aos pigmentos fotossintéticos e fotoprotetores no norte da Península Antártica

Processo: 17/19375-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de novembro de 2017 - 30 de abril de 2018
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia
Pesquisador responsável:Aurea Maria Ciotti
Beneficiário:Aurea Maria Ciotti
Instituição-sede: Centro de Biologia Marinha (CEBIMAR). Universidade de São Paulo (USP). São Sebastião , SP, Brasil
Assunto(s):Taxonomia  Fitoplâncton 

Resumo

Este estudo investigou a variabilidade na absorção espectral do fitoplâncton em águas da Antártica. Uma grande base de dados in situ incluindo pigmentos e absorção espectral do fitoplâncton foi obtida no norte da Península Antártica nos verões de 2013 e 2014 em várias profundidades. Um índice de "efeito pacote" foi estimado a partir dos espectros de absorção, independentemente da concentração de clorofila-a. Variações na concentração de pigmentos fotossintéticos e fotoprotetores foram discernidas por variações nesse índice, mas não no coeficiente específico de absorção. A razão entre fucoxantina e clorofila-a se correlacionou positivamente com o efeito pacote devido a um aumento de tamanho celular das diatomáceas para maximizar a absorção de luz em profundidade. O efeito pacote covariou inversamente com a razão entre a soma dos pigmentos fotoprotetores e a clorofila-a, devido a sua contribuição em aumentar a absorção de luz na faixa azul espectral. Uma análise de cluster (k-means) aplicada aos espectros de absorção ilustrou a capacidade de identificar um aumento regular no grau do efeito pacote. Essa abordagem pode ser utilizada para classificar as assembléias do fitoplâncton na Península Antártica de acordo com diferentes graus de efeito pacote, relacionados a uma composição específica de pigmentos. Nos resultados demonstraram o potencial dessa classificação em diferentes escalas temporais e espaciais a partir de dados de satélite da cor do oceano. Isso melhorará nosso entendimento dos desvios de algoritmos bio-ópticos globais quando aplicados em águas da Antártica. (AU)