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Exílio em português: política e vivências dos Brasileiros em Portugal (1974-1982)

Processo: 17/13084-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de outubro de 2017 - 30 de setembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Francisco Carlos Palomanes Martinho
Beneficiário:Francisco Carlos Palomanes Martinho
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Revolução dos Cravos  Ditadura  Brasil  Exílio  Portugal 

Resumo

O ano de 1974 foi de mudanças tanto para Portugal quanto para o Brasil. Em 25 deabril, Portugal, por meio de um golpe de estado levado a cabo por militares de esquerda,desfazia-se de uma ditadura que quase amargava o cinquentenário, vivendo-se então aeuforia de um processo revolucionário em que colocava na ordem do dia a esperança dopovo português em sair do estado de repressão, guerra colonial e silêncio. No entanto, oBrasil, naquele mesmo mês de abril, já havia completado seu décimo aniversário sob aégide de um regime ditatorial militar e, naquele momento, alterava o principal ator dopoder executivo que, muito timidamente, indicava a possibilidade para o ocaso doregime militar de direita, a partir de uma nova agenda que promoveria uma "aberturalenta, gradual e segura". Para as oposições brasileiras, ambos os fatos eramextremamente relevantes: por um lado, a oposição que ainda permanecia no Brasilassinalava, mesmo que de forma sutil e desconfiada, a esperança de novos rumos para avida política nacional. Por outro, a Revolução dos Cravos adquiria, para os que estavamvivendo no exterior, expectativas de novas experiências em um ambiente revolucionárioque não haviam conseguido alcançar no outro lado do oceano. Nesta tese, é estesegundo grupo que será enfocado, ou seja, os brasileiros que fizeram de Portugal suaterra de acolhida a partir daquele abril de 1974. Evidentemente, haverá espaço paratratarmos das relações institucionais entre os governos português e brasileiro, queservirão de pano de fundo para este trabalho, onde serão evidenciadas as suasdisparidades ideológicas e interesses comuns. Mas, nosso objetivo com este texto étratar das vivencias políticas entre militantes brasileiros exilados junto aos portugueses,mas sem deixar de lado as relações humanas entre os indivíduos que possuíam história,língua e cultura comuns. Identificamos Portugal como sendo um dos campos férteispara os debates das organizações no exílio, em especial ao que se refere a reafirmaçãoou abandono das posições pela manutenção do modelo revolucionário de luta, assimcomo pelas discussões referentes à reestruturação e acomodação partidária no que viriaapós o retorno. Desta forma, o trabalho que ora apresentamos, tem por objetivo, a partirdo estudo do exílio em Portugal, trazer à tona as trajetórias, rupturas, continuações einfluencias deste fenômeno para os brasileiros e para o Brasil no processo de transição. (AU)