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Atuação em Motricidade Orofacial na adenotonsilectomia: um estudo do período optimal para a realização da cirurgia

Processo: 17/10199-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2017 - 31 de março de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fonoaudiologia
Pesquisador responsável:Maria Fernanda Bagarollo
Beneficiário:Maria Fernanda Bagarollo
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Crianças  Tonsilectomia  Sistema estomatognático 

Resumo

Introdução: A hipertrofia das tonsilas palatinas e faríngea é comum na infância, sendo um dos problemas frequentes nos consultórios de otorrinolaringologistas e pediatras. Tais alterações podem ocasionar respiração oral constante e levar as crianças a inúmeras alterações craniofaciais, ortodônticas e ortognáticas, podendo prejudicar as funções orais e comprometer a qualidade de vida dessa população. O procedimento médico final mais utilizado para solucionar a presença das tonsilas hipertróficas é cirúrgico, de escopo eletivo. Objetivos: o objetivo geral deste estudo será analisar a reação imediata e no longo prazo do procedimento cirúrgico de adenotonsilectomia no sistema estomatognático e na atividade elétrica muscular de crianças de 3 a 12 anos, dividas por grupos etários, submetidas à cirurgia, bem como comparar os dados a um grupo controle de crianças que não apresentam alterações de tonsilas palatinas e/ou faríngeas e não passaram por procedimento médico. Método: Para desenvolver esta pesquisa serão formados dois grupos de crianças, sendo: o Grupo Estudo (GE) e o Grupo Controle (GC). Do GE participarão crianças de 3 a 12 anos que serão submetidas à cirurgia de adenotonsilectomia. O GE será subdivido em três subgrupos por faixa etária, sendo (1) de 3 a 5 anos, (2) de 6 a 8 anos e (3) e acima de 9 anos. Do GC participarão crianças que não têm queixa respiratória e que, na avaliação otorrinolaringológica, não apresentam hipertrofia das tonsilas palatinas e faríngeas e não serão submetidas a nenhum procedimento médico. O grupo controle será pareado ao GE por sexo e idade. Os procedimentos de coleta de dados serão: avaliação fonoaudiológica dos aspectos da motricidade orofacial, pré e pós-cirurgia, avaliação de curto e longo prazos, intervenção cirúrgica nos casos do GE; no GC, as avaliações respeitarão o mesmo intervalo de tempo dos GEs, utilizando o Protocolo de Avaliação Miofuncional Orofacial com Escores Ampliado (AMIOFE-A), eletromiografia de superfície dos músculos masseter, temporal. Os dados serão analisados estatisticamente com o uso de testes selecionados por profissional da área. Resultados esperados: Espera-se compreender se o procedimento cirúrgico, por si só, é capaz de promover a respiração nasal e a readequação do sistema estomatognático e se a faixa etária, no momento em que a cirurgia é realizada, interfere positivamente no restabelecimento do sistema estomatognático. Espera-se compreender como o sistema estomatognático se comporta frente à desobstrução da cavidade nasal, quais as alterações fonoaudiológicas persistentes após o procedimento cirúrgico e os momentos de atuar com essa população em ações de intervenção fonoaudiológica precoce e reabilitação adequada. Espera-se ainda que os resultados alcançados possam contribuir na prevenção de possíveis alterações em motricidade orofacial, estabelecer melhor momento para indicação cirúrgica, bem como melhora da qualidade de vida de crianças respiradoras orais, considerando os casos de hipertrofia de tonsilas. (AU)

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